segunda-feira, outubro 23, 2006

Jogo dos erros



Ajude Geraldinho a descobrir os 7 erros principais de sua campanha!

Lembranças de Campanha



Geraldinho agora vai para casa, vai passar um tempo lambendo as feridas, que são muitas. Ele tem um dinheirinho guardado, umas economias, poderá passar alguns meses sem procurar emprego. Durante esse período vai ler bastante e estudar estatística.

domingo, outubro 22, 2006

Enquanto isso...

Não decola mesmo!

Apoio de última hora!



Geraldinho conseguiu um importante apoio para a reta final: o Geraldão. Os dois são até meio parecidos, a diferença é que Geraldinho tem mais cabelo, mas Geraldão é mais bonito e tem a cabeça maior. Dentro da cabeça os dois tem a mesma coisa, só que não dá para falar aqui...

Agora vai!



Geraldinho já decidiu, agora que empacou, vai de táxi!

Do Diário de Cuiabá



SANGUESSUGA

Até transporte escolar

Investigações em prefeituras de MT mostram que máfia também fraudava licitação para compra de ônibus usados na Educação

RODRIGO VARGAS
Da Reportagem

Irregularidades em convênios entre o Ministério da Educação e nove prefeituras de Mato Grosso abriram uma nova linha de investigação sobre as ações da quadrilha desmontada pela Operação Sanguessuga. Os valores apurados, que se destinavam à compra de veículos para o transporte escolar, superam os R$ 500 mil.


De acordo com um levantamento divulgado pela Controladoria Geral da União (CGU) - obtido a partir de seu programa de fiscalização por sorteios públicos -, os indícios apontam para a participação de sete empresas relacionadas diretamente ao esquema montado a partir do grupo Planam, liderado pelo empresário Darci José Vedoin.

A CGU detectou nos convênios com o MEC os mesmos procedimentos empregados no esquema de desvio de recursos destinados à compra de ambulâncias: licitações fraudulentas, entrega de veículos em desacordo com o solicitado em edital e a liberação de valores mesmo antes da entrega.

A suspeita foi confirmada pelo procurador da República Mário Lúcio Avelar, e pelo delegado da Polícia Federal, Tardelli Boaventura, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Sanguessugas, na última terça-feira.

A reportagem teve acesso à informações referentes a oito dos nove municípios que caíram na malha fina. O relatório sobre Nova Brasilândia, que também teria irregularidades semelhantes, será divulgado nos próximos dias.

Das nove licitações investigadas, oito foram vencidas pela Santa Maria Comércio e Representação Ltda, empresa de fachada aberta pelo empresário Luiz Antônio Trevisan Vedoin, que é sócio-proprietário da Planam Comércio e Representações Ltda - vencedora da licitação restante.

As demais empresas citadas foram a Torino Comércio de Veículos Ltda, Ideal Automóveis Ltda, Esteves e Anjos Ltda, Enir Rodrigues de Jesus EPP e Unisau Comércio e Indústria Ltda. Esta última, de acordo com as investigações da PF, seria vinculada ao empresário Ronildo Pereira Medeiros, acusado de também integrar o esquema.

IRREGULARIDADES – O maior número de convênios suspeitos foi encontrado pela CGU na prefeitura de Pontes e Lacerda (483 quilômetros de Cuiabá). No período entre 2001 e 2003, foram realizadas duas licitações para a compra de ônibus escolares.

Uma delas foi vencida pela Santa Maria, tendo como concorrentes as empresas Torino e Enir Rodrigues de Jesus. Outra foi vencida pela Planam, superando as propostas da Unisau e da Esteves e Anjos. Ao todo, a prefeitura pagou R$ 146 mil. Mas não levou.

De acorro com a CGU, em um dos casos o veículo entregue tinha mais de um ano de uso - quando o edital exigia um modelo zero quilômetro. No outro processo licitatório, o ônibus adquirido, mesmo após o pagamento de uma parcela de R$ 50 mil, não havia sido entregue. As irregularidades envolvendo as verbas destinadas ao transporte escolar foram descobertas a partir dos sorteios do programa de fiscalização especial da CGU. Iniciado em 2003, o programa já submeteu mais de mil municípios a uma operação pente fino em convênios federais.

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As coisas estão bem claras lá em Mato Grosso. Quem leu a matéria viu as datas de quando foram liberados os recursos e feitas as licitações fraudulentas. Aqui em São Paulo havia um irmão de um envolvido que atuava tanto na saúde como na educação, cobrava um pouco mais caro, mas vendia o pacote completo.

Para confirmar é simples: abrir as contas da prefeituras e criar um banco de dados onde se cruzem todas as compras de ônibus, de ambulâncias e equipamentos de saúde, e verificar os vencedores e os preços praticados. Depois disso é só chamar os responsáveis para conversar na polícia federal que eles abrem o bico rapidinho.

Da revista Istoé

01/10/2006

CPI dos Sanguessugas

O rastro de Abel Pereira, amigo dos tucanos, no Ministério da Saúde


Dossiê
No rastro de Abel

Polícia já tem contratos que mostram as promíscuas relações do empresário amigo dos tucanos no Ministério da Saúde

Por Rodrigo Rangel e Hugo Marques

Abel Pereira, o discreto empresário de Piracicaba (SP) que há três semanas ganhou notoriedade nacional ao ser apontado como o operador da máfia dos sanguessugas na gestão tucana no Ministério da Saúde, já não é tão desconhecido da Polícia Federal. Das primeiras investigações feitas a partir das denúncias da família Vedoin a ISTOÉ começaram a emergir os negócios que unem em uma mesma corrente Abel, os Vedoin e Barjas Negri, atual prefeito de Piracicaba e ex-ministro e secretário executivo do Ministério da Saúde. Trata-se da liberação de quase R$ 500 mil para a ampliação do hospital da cidade de Jaciara, no interior do Mato Grosso, onde Abel possui uma fazenda. Foi o próprio Abel quem intercedeu junto ao Ministério para que o dinheiro saísse. Tarefa que conseguiu realizar em apenas 12 dias. A pressa certamente se deve ao fato de que menos de 30 dias depois um novo governo tomaria posse. O projeto do convênio da Prefeitura de Jaciara foi cadastrado no Ministério da Saúde em 6 de dezembro de 2002 e em 18 de dezembro o convênio prevendo a liberação de R$ 495 mil foi assinado por dois amigos de Abel: Barjas Negri, o então ministro da Saúde, e Valdizete Martins Nogueira, o prefeito de Jaciara.

Além da velocidade em abrir os cofres do Ministério, a PF também já descobriu que Abel operou simultaneamente em Brasília e no interior mato-grossense. Em 24 de dezembro, quando o Ministério entregou os R$ 495 mil, Abel participava sozinho de uma licitação para ganhar a obra em Jaciara. Uma de suas empresas, a Construtora e Pavimentadora Cicat Ltda., saiu de Piracicaba e foi fazer o serviço em Mato Grosso. Dias depois, em janeiro de 2003, empresas do grupo Planam, segundo os Vedoin, fizeram depósitos bancários na conta do prefeito Valdizete no Banco do Brasil, a pedido do empresário de Piracicaba. O contrato entre a prefeitura e a empresa de Abel foi assinado em 21 de março de 2003 e ao dinheiro repassado por Brasília o município somou outros R$ 55 mil como contrapartida. Da verba total, R$ 414 mil foram destinados a ampliar em 747 metros quadrados o hospital local, obra pela qual Abel ficou responsável. O restante foi destinado à compra de equipamentos. E quem ficou com esse contrato de R$ 136 mil? A empresa Manoel Vilela de Medeiros, de propriedade de Ronildo Medeiros, sócio de Darci e Luiz Antônio Vedoin, os donos da Planam, a empresa chefe da máfia das ambulâncias.

Na terça-feira 26, a Polícia Federal e o Ministério Público abriram o inquérito que investiga as atividades de Abel Pereira e suas relações com o ex-ministro Barjas Negri. Já descobriram que nos arquivos do Ministério da Saúde não existe mais a memória das audiências do ex-ministro. A agenda de Barjas simplesmente desapareceu. Com ela, foi-se a possibilidade de conferir quem freqüentava seu gabinete, mas o que não faltam são pistas para serem seguidas. Na entrevista concedida a ISTOÉ, os Vedoin descreveram como o empresário agia e, à Justiça, os donos da Planam, apresentaram documentação bancária para comprovar o que disseram. Eles entregaram cheques que totalizam R$ 601,2 mil, que teriam sido entregues ao próprio Abel. Também apresentaram uma série de depósitos bancários que teriam feito a pedido de Abel. É a partir dessa documentação que a PF, o MP e a CPI dos Sanguessugas iniciam suas investigações. “As provas são suficientes para que as investigações sejam aprofundadas”, sentenciou o presidente da comissão, deputado Antônio Carlos Biscaia, do PT do Rio de Janeiro. “A documentação envolve o ex-ministro Barjas Negri e Abel Pereira de forma contundente”, prosseguiu ele, logo após analisar os documentos enviados à CPI pela Justiça Federal de Mato Grosso. Até o PSDB admite haver o que investigar. “Independentemente de o Abel ser vinculado ao Barjas ou ao PSDB, não há dúvidas de que ele deve ser ouvido”, disse a ISTOÉ o deputado Carlos Sampaio (SP), sub-relator da comissão de inquérito.

Outro mistério a ser desvendado é por que Abel tinha tanto interesse em falar com os Vedoin dias antes de eles revelarem a ISTOÉ o lado tucano do esquema sanguessuga. Grampos telefônicos feitos pela PF nos telefones dos chefes da máfia mostram que Abel conversou com os Vedoin às vésperas da entrevista a ISTOÉ, o que reforça a suspeita de que o empreiteiro tentou cooptá-los. A PF suspeita que os donos da Planam estavam fazendo jogo duplo. De um lado, negociavam com o PT um punhado de fotos e um vídeo vazio, que afirmavam comprometer o ex-ministro José Serra. De outro, conversavam com Abel, que tinha pleno interesse em manter os Vedoin calados diante dos tucanos. Na quarta-feira 27, até o presidente Lula se manifestou: “A essência é que o Barjas Negri está envolvido nisso. Quando falam o nome dele, não falam Barjas do PSDB. Quando tem alguém do PT, é do PT.”

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É como diz o Lula: o Barjas está envolvido, mas ninguém diz "o Barjas do PSDB", mas se fosse alguém do PT, aí sim, "fulano de tal, do PT", mesmo que seja alguém que alguma vez na vida passou na frente de algum diretório do partido.

Do Observatório da Imprensa



CPI dos Sanguessugas

Sanguessuga ao molho pardo

CADEIA NELES
Sanguessuga ao molho pardo


Por Fábio Carvalho

"Bom apetite, Carumbé." Foi de um jornalismo profético o encerramento do programa Cadeia Neles (TV Gazeta/Record) daquele inesquecível dia qualquer, há menos de 10 anos. Carumbé é o presídio de Cuiabá. A refeição distribuída pelo então apresentador, Lino Rossi, foi devorada rapidamente. Um acusado de estupro seguido de morte, alcunhado como Índio, foi esfolado vivo. Sim, o criminoso teve toda a pele do corpo arrancada dentro da cela, pois a triagem de detentos jamais poderia imaginar que Índio correria risco de vida naquele dia. Índio foi amontoado numa cela qualquer e, oh, morreu.

De lá para cá, algumas coisas não mudaram. Índio continua morto da silva, é claro. A ferida dos pais daquela menina estuprada e morta, provavelmente, ainda não cicatrizou. O Cadeia Neles segue líder de audiência no horário do almoço (!!!). Desde 1993, Lino Rossi, o primeiro e mais célebre apresentador, comenta matérias policiais sobre uma maioria de suspeitos (muitos inocentes) no irresponsável Cadeia Neles – que, não raras vezes, também faz assistencialismo barato. Esse deve ser o lado "responsabilidade social" de uma emissora de TV, decerto.

Mas Lino Rossi mudou. Fez carreira com seu carisma, popularidade e outros talentos. Ele se elegeu vereador em Cuiabá, em 1996, pelo PDT. Foi o segundo deputado federal mais votado em 1998, já pelo PSDB. Deixou a TV, foi para Brasília. Em 2000, tentou a prefeitura de Vázea Grande (cidade conurbada a Cuiabá). Nesse período, voltou a usar, descaradamente, o espaço do Cadeia Neles para a campanha eleitoral, mas perdeu aquela disputa. Em 2002, seu substituto oficial, Clóvis Roberto, elegeu-se deputado estadual, também pelo PSDB.

Abre parêntese. A cuiabana concorrência mondo cane não fica muito atrás no quesito eleitoral. O apresentador de TV Walter Rabelo elegeu-se vereador em Cuiabá pelo PMDB, 2004. Era o titular do Baixada 40 Graus, rebatizado como Olho Vivo (TV Cidade Verde/SBT). Ele disputa hoje uma vaga à Assembléia Legislativa, sob críticas à Justiça que o tirou da frente das câmeras nesse período eleitoral. Na linha assistencialismo e mentira deslavada, Sérgio Ricardo (PPS), Repórter do Povo (TV Rondon/RedeTV), elegeu-se vereador em 2000 e deputado estadual em 2002. É candidato à reeleição. Clóvis Roberto não é candidato e continua à frente do Cadeia Neles. Fecha parêntese.

Gabinete 808 do Anexo 4

Lino Rossi não teve sorte ao tentar se reeleger em 2002. Ficou na suplência. Conforme consta nos anais do Senado da República, ele ficou deprimido e foi ao gabinete do evangélico Magno Malta (PL-ES), onde ambos fizeram uma oração. Daí, o senador intercedeu junto à igualmente evangélica TV Record, em São Paulo. O bispo em pessoa ficou muito bem impressionado ao ver a intimidade de Lino Rossi com o ponto eletrônico. Foi uma festa no estúdio. Lino Rossi estava à frente do Cidade Alerta. Cadeia nacional neles!

Mas, em 2004, o deputado federal Wilson Santos (PSDB) elegeu-se prefeito de Cuiabá, de sorte que o suplente Lino Rossi assumiu a vaga. Nada de oposição, coisa que ele nunca fez. Filiou-se ao PSB. Cansou. Foi para o PMDB, onde cravou o recorde de permanecer apenas 24 horas filiado ao partido. No dia seguinte, migrou para o PP, também da base aliada de Lula.

Ele disputa, em outubro próximo, a reeleição a deputado federal pela coligação Mato Grosso Justo e Unido. Estava licenciado. A grande imprensa, que anda com um apetite danado por sanguessugas, nem se deu conta de que Lino Rossi reassumiu o mandato na quinta-feira (3/8). Está no gabinete 808 do Anexo 4.

Segurança e esfolamento

Lino Rossi e outros seis parlamentares federais de Mato Grosso estão envolvidos na máfia das sanguessugas. Além dos depoimentos da famiglia Vedoin vazados à imprensa e conversas telefônicas interceptadas (cujo segredo também se foi pelos ares), documentos "sigilosos" dão conta de ligações perigosíssimas. Nesse caso, quebra de sigilo é transparência para a imprensa. Lino Rossi passou por uma redução de estômago à Roberto Jefferson, mas não é tão magrinho quanto Francenildo. Vai ver que é isso.

Nesses tempos de rebeliões do PCC, um comentarista habitué do OI sempre se insurge contra o que ele denominou "imprensa da ala Irmã Dulce" quando jornalistas mencionam direitos humanos. Não sei por que esse comentarista escolheu a Irmã Dulce, que morreu de morte morrida, e não a Irmã Dorothy, que morreu de morte matada. Índio, o esfolado, era um criminoso que nem o carí$$imo criminalista Márcio Thomaz Bastos encontraria facilidade em defender, não há dúvida.

Lino Rossi e seu "bom apetite, Carumbé", decerto, representam a outra ala da imprensa. Ele, aliás, tornou-se popular pregando o esfolamento, a incitação ao crime (contra o estuprador - matador pode). Em suas plataformas de campanha eleitoral, segurança era sempre um ponto de destaque, uma espécie de Jair Bolsonaro do Cerrado. Como deputado federal, ele freqüenta diversas comissões que discutem violência e segurança pública para o Brasil. Aliás, todos nós custeamos suas despesas para participar da Conferência Mundial contra o Crime Organizado em Roma, Itália, 2002, em missão oficial, segundo consta no site da Câmara. Vai saber o que ele aprendeu lá...

Deu na Folha, já faz tempo...



Senador do PSDB negociou emenda para ambulância

Folha de São Paulo -
03/09/2006 - 09h58


LEONARDO SOUZA

da Folha de S.Paulo, em Brasília


O senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) tratou diretamente com o Ministério da Saúde, na gestão do também tucano José Serra, a liberação de emenda para a compra de ambulância em licitação depois vencida pelo grupo Planam, da quadrilha dos sanguessugas.

Pelo menos dois municípios indicados por Antero em emendas da bancada de Mato Grosso no Congresso foram contemplados com ambulâncias vendidas por empresas do grupo Planam. Os documentos complicam a defesa do senador na CPI dos Sanguessugas, incluído na lista dos investigados após o empresário Luiz Antonio Vedoin, da Planam, acusá-lo de participar do esquema.

Em 2000, a bancada de Mato Grosso incluiu no Orçamento da União emenda coletiva dos parlamentares do Estado, no valor de R$ 3 milhões, para a compra de ambulâncias. Na ocasião, o coordenador da bancada do Estado era o deputado Pedro Henry (PP), apontado por Vedoin como um dos colaboradores da quadrilha.

Naquele ano, Henry enviou para o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, Barjas Negri, braço direito de Serra, ofício com a indicação feita por cada um dos parlamentares da bancada sobre os municípios que deveriam ser atendidos pela emenda. Antero escolheu três municípios, com R$ 80 mil para cada um. A cidade de Dom Aquino foi uma das agraciadas. A licitação foi vencida pela Santa Maria (empresa de fachada da quadrilha), com a venda do veículo tendo sido fechada em 19 de abril de 2001, ao preço de R$ 79.950.

Um mês antes, Antero e outros dez parlamentares de Mato Grosso haviam escolhido Lino Rossi (PP) como novo encarregado de indicar os municípios a serem contemplados por uma segunda emenda da bancada, inicialmente de R$ 5,6 milhões (o valor sofreu cortes depois). A decisão foi comunicada ao então ministro José Serra em ofício enviado em 9 daquele mês. Além de Antero, cinco signatários da carta foram denunciados ou investigados pela CPI: Celcita Pinheiro (PFL), Pedro Henry, Ricarte Freitas (PTB), Wellington Fagundes (PL) e Teté Bezerra (PMDB), além de Lino Rossi.

Em entrevista à "Veja" no mês passado, Vedoin disse: "O acordo era para a totalidade das emendas da bancada, que somavam R$ 3,8 milhões. Antero apresentou R$ 400 mil, e tínhamos de dar R$ 40 mil de comissão. Ele pediu para passarmos o dinheiro diretamente para o [deputado] Lino Rossi [PP-MT], que, naquele tempo, era do mesmo partido que ele [PSDB]. Todos ali tinham consciência do que estava fazendo".

No dia 25 de maio, Rossi encaminhou para Barjas Negri um ofício com as indicações dos municípios escolhidos pelos parlamentares, também com a destinação de R$ 80 mil para cada cidade. Antero selecionou quatro. Entre as quais, Nossa Senhora do Livramento.

Dois meses depois, em 25 de julho, Antero enviou ofício ao secretário-executivo da Saúde reforçando o pedido de liberação do dinheiro a Nossa Senhora do Livramento: "Esclareço, ainda, que o município faz parte da minha relação de beneficiários dessa emenda, sendo R$ 80.000,00 a quantia indicada".

Assim como no caso de Dom Aquino, a Santa Maria venceu a concorrência em Nossa Senhora do Livramento, com a venda concretizada em 15/8/2002.

À CPI, Antero negou envolvimento com a quadrilha. Afirmou que, em novembro de 2001, mandou suspender todas as indicações para a compra de ambulâncias, apesar de não ter documento oficial que prove sua versão.

Disse que o dinheiro liberado para Nossa Senhora do Livramento não seria de sua responsabilidade. A justificativa não cabe, no entanto, para o caso de Dom Aquino, pois a venda da ambulância para o município, em abril de 2001, ocorreu antes da alegada decisão de suspender as verbas.

Outro lado

Por meio de sua assessoria, o senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) voltou a negar qualquer envolvimento com a quadrilha dos sanguessugas.

A defesa do senador, encaminhada para a CPI dos Sanguessugas duas semanas atrás, se baseia em ofício do deputado Ricarte de Freitas (PTB-MT) de 29 de novembro de 2001.

Na ocasião, Ricarte era o coordenador da bancada de Mato Grosso. O deputado pedia aos parlamentares do Estado que enviassem, por e-mail ou disquete, relatório no qual cada um deveria selecionar as emendas que considerava prioritárias, devido a um corte no Orçamento da União.

Ricarte pedia que os relatórios fossem enviados até o dia seguinte.
A assessoria do senador encaminhou à reportagem quatro quadros com as indicações feitas por Antero para a liberação de recursos às cidades por ele escolhidas a partir das emendas da bancada do Estado, que teriam sido enviados para Ricarte por e-mail.

Num dos documentos, o senador ordena que sejam canceladas as indicações para compra de ambulância com base na emenda incluída pela bancada, para esse fim (de valor inicial de R$ 5,6 milhões), no Orçamento de 2001.

A assessoria de Antero informou que pode provar que a última modificação feita no arquivo sobre o cancelamento das emendas é de novembro de 2001.

Ao ser questionada sobre a destinação de recursos ao município de Dom Aquino, a partir de indicação feita por Antero em emenda de bancada de 2000, a assessoria disse não ter dados sobre o caso.

Contatada pela reportagem na sexta à noite, a assessoria do senador se prontificou a dar explicações na segunda. Na concorrência realizada pelo município de Dom Aquino, a vencedora foi a Santa Maria, empresa de fachada do grupo Planam. A ambulância foi entregue em abril de 2001, sete meses antes da solicitação de Ricarte de Freitas.

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Faz tempo que todo mundo sabe disso! E o Antero continua batendo no peito e dizendo ser o mais honesto dos homens.

Minha prima adorava esse senador, hoje nem pode ouvir o nome dele sem começar uma sessão de xingamentos que deixam sempre os peessedebistas da família corados.

Por falar nisso, o Antero Pés de Barro e o Álvaro Dias foram deixados de lado na campanha presidencial, será que alguma pesquisa alertou o PSDB sobre o mal que faziam?

Agora deu no site da Globo!


21/10/2006 - 11h54m - Atualizado em 21/10/2006 - 12h41m

DARCI VEDOIN CONFIRMA QUE ABEL RECEBIA PROPINA DE SANGUESSUGAS

Do G1, em São Paulo (link)


O empresário Darci José Vedoin confirmou na sexta-feira (20) à Justiça Federal de Cuiabá (MT) que Abel Pereira, amigo do ex-ministro da Saúde Barjas Negri (governo Fernando Henrique Cardoso), era o articulador da liberação de recursos de emendas parlamentares no Ministério da Saúde para a compra de ambulâncias superfaturadas, segundo o procurador da República Mário Lúcio Avelar.

Para facilitar a liberação de recursos, Abel Pereira recebia o equivalente a 6,5% do valor de cada uma das ambulâncias vendidas a cerca de 500 prefeituras entre 2001 e 2002. Naquele período, Barjas exerceu primeiramente o cargo de secretário-executivo do Ministério da Saúde. Na seqüência, assumiu o posto de ministro, no lugar de José Serra, governador eleito de São Paulo.

Darci é sócio-proprietário da Planam, empresa que comandava a máfia dos sanguessugas (venda superfaturada de ambulâncias). O esquema envolvia pelo menos 72 parlamentares, entre deputados e senadores, que apresentavam emendas para a área da saúde para propiciar a liberação de recursos para prefeituras.

Ontem, a Justiça Federal de Cuiabá ouviu também os empresários Luiz Antonio Vedoin, chefe da máfia dos sanguessugas e filho de Darci, e Ronildo Medeiros. Na quarta-feira (18), o próprio Medeiros já havia afirmado à Justiça mato-grossense que depositava o dinheiro de propina em contas de Abel Pereira.

Medeiros é proprietário de duas empresas, a Frontal e a Medical Equipamentos Hospitalares. Investigação da Procuradoria da República e da Polícia Federal revela que essas empresas teriam sido constituídas para forjar resultados de licitações. O esquema liderado pela Planam desviou mais de R$ 100 milhões.

Na segunda-feira (23), Abel Pereira será ouvido pela Polícia Federal no inquérito que investiga o dossiê contra tucanos, pelo qual pessoas ligadas ao PT iriam pagar R$ 1,75 milhão. Também na segunda, o juiz Jeferson Schneider, da 2ª Vara Federal do Moto Grosso, deve dar um parecer sobre o pedido do PT para eliminar o segredo de Justiça do processo.

Abel Pereira
Na quarta-feira, o advogado de Abel Pereira, Eduardo Silveira Mello Rodrigues, disse que seu cliente jamais recebeu dinheiro de propina da máfia dos sanguessugas. "Não existe qualquer depósito dos Vedoin para Abel, quer direta quer indiretamente."

Rodrigues destacou que o próprio Abel, preocupado com o envolvimento do seu nome no caso e com uma eventual cilada de inimigos, antecipou-se e fez uma varredura em todas as suas contas bancárias em busca de eventual depósito de origem desconhecida. "Não existe nenhum depósito em contas de Abel ou de parentes ou de amigos que o cercam."

http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,AA1319501-5601,00.html

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Será que agora é oficial? Se a Globo publicou deve ser!

Já está há um mês no Estadão


20 de setembro de 2006 - 12:20

Vídeos de Serra com ambulâncias da Planam estão no YouTube


Portal de compartilhamento de vídeos traz diversos arquivos que mostram Serra, quando ministro, entregando ambulâncias do esquema dos Sanguessugas

Alexandre Barbosa

SÃO PAULO - A internet está sendo usada para sugerir ligação, ou pelo menos conhecimento do candidato José Serra sobre o esquema montado pela empresa Planam para a venda superfaturada de ambulâncias, o chamado esquema dos Sanguessugas.

São diversos vídeos, que estão hospedados no portal de compartilhamento de arquivos YouTube, e que mostram Serra, então ministro da Saúde, participando de entregas de ambulâncias fornecidas pela Planam.

O candidato ao governo do Estado de São Paulo pelo PSDB faz discursos e participa de cerimônias junto com deputados. São fragmentos e seqüências inteiras de discursos, além de vídeos mais elaborados que reúnem dados públicos e declarações de membros da cúpula do partido sobre o episódio.

E a partir de um único documento, é possível chegar a diversos outros vídeos relacionados graças às ´tags´, marcações que os usuários do YouTube podem fazer para que o site mostre outros documentos relacionados com o tema do clipe que está sendo exibido.

Vídeo 1 (link)

ou copie e cole

http://www.youtube.com/watch?v=H7gUqrTfP3A

Vídeo 2 (link)

ou copie e cole

http://www.youtube.com/watch?v=VW-Uhi06Uw8&mode=related&search=


sábado, outubro 21, 2006

Deu no Ucho.info



Fogo amigo (link)

O que uma conhecida revista semanal publicou em sua última edição, os leitores do ucho.info sabem há muito tempo.

Que Geraldo Alckmin é um fervoroso integrante da Opus Dei, vertente radical da Igreja Católica que comanda o Vaticano há décadas.

A reportagem, que rotula a primeira-dama paulista como também integrante da facção religiosa, traz a informação, já aqui divulgada, que o sogro de Lu Alckmin foi peça importante na realização de seu casamento com o governador de São Paulo, pois solicitou à Santa Sé a anulação de seu primeiro matrimônio, fato que noticiamos em 2002.

Acontece que a publicação semanal esqueceu de divulgar os verdadeiros motivos da dissolução das primeiras núpcias de Dona Lu, situação que até hoje incomoda o carola Geraldo Alckmin.

http://www.ucho.info/1034.htm

Aí já é demais!


Deu na Folha

21/10/2006 - 19h01

Prefeito pefelista faz campanha para Lula em Ato Nordestino

RAIMUNDO DE OLIVEIRA
da Folha Online

O Ato Nordestino promovido pelo PT na tarde deste sábado em São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo, teve uma participação inusitada: a do prefeito de Araçariguama (50 quilômetros a oeste da capital), Carlos Aimar. Ele, que exerce o segundo mandato como prefeito, é filiado ao PFL, partido que fez aliança nacional com o PSDB de Geraldo Alckmin.

Aimar afirmou que passou a apoiar o PT e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva porque "foi melhor tratado pelos petistas do que pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso". Ele também disse que não recebeu o mesmo tratamento de Alckmin quando este foi governador de São Paulo.

"Fiz uma comparação do governo FHC e do picolé de chuchu [Alckmin] --dos quais nunca consegui nada para a minha cidade-- com o governo de Lula, que apoiou a instalação de uma empresa de grande porte na minha cidade", disse o prefeito pefelista.

Ele disse que recebeu ajuda do governo petista mesmo sendo de outro partido. "Eu sou prefeitinho de uma cidade que só tem 10.000 eleitores. São 20 mil habitantes apenas. E quando fui pedir ajuda ao governo federal ninguém me perguntou qual era o meu partido. O presidente Lula e o ministro Jacques Wagner [governador eleito na Bahia e ex-ministro do Trabalho e Emprego e das Relações Institucionais] me ajudaram a levar desenvolvimento para Araçariguama."

Segundo ele, 84% da população da cidade é nordestina e a instalação da empresa que ele diz que o governo Lula o ajudou a instalar na cidade gerou 4.300 empregos. Aimar afirmou também que atualmente a taxa de desemprego na cidade é de 3%.

O prefeito pefelista disse que não teme represálias da cúpula do PFL por fazer campanha para Lula. Ele afirma que pretende continuar a colaborar com a reeleição do petista. "Se quiserem me expulsar [do PFL], podem me expulsar. Mas eu vou continuar a fazer campanha para o Lula e para o PT", completou.

CARLOS HEITOR CONY




O golpe das privatizações


A questão das privatizações voltou ao debate político, trazida pelo PT, que encontrou em seu adversário eleitoral, o candidato Geraldo Alckmin, um único pecado realmente grave: é do PSDB, partido que no governo desastrado de FHC privatizou empresas e só não vendeu o Pão de Açúcar porque não encontrou comprador.

Em principio, não sou contra as privatizações, algumas delas eram necessárias e trouxeram benefícios à economia nacional.

Contudo, o processo que presidiu as privatizações foi um escândalo dos maiores de nossa história. Os intermediários, corretores, conselheiros e economistas ganharam fortunas vendendo na bacia da almas alguns nacos do patrimônio nacional.

A oposição da época não encontrou um eixo comum para CPIs que investigassem os lances que presidiram cada processo. Funcionários de alto escalão foram sacrificados e tudo ficou por isso mesmo. De maneira que, quando se fala em privatização, não se condena a privatização em si, mas o ritual viciado que opera no subsolo das tratativas e protocolos.

Isso sem falar na empulhação do governo de então, que garantia pagar as dívidas do Brasil com o dinheiro da venda de gigantes como a Vale do Rio Doce e outras. Pagando as dívidas, garantia FHC, sobraria dinheiro para investimentos em saúde, educação, transporte, moradia e segurança, promessas de sua campanha eleitoral que ficaram em promessas. (É preciso lembrar que durante a referida campanha, nenhum tucano falava em privatização).

Com o pecado original de pertencer ao PSDB, Alckmin pega as sobras de um dos maiores escândalos da nossa vida pública. Ele garante que não privatizará nada. Não importa: de qualquer forma não será eleito.

Jacaré escancara a boca!




Ainda sobre o Ibope de ontem:

Terra - Eleições 2006

Sexta, 20 de outubro de 2006, 22h45

Alckmin cai para menos do que teve nas urnas ( link)

Pesquisa Ibope para o segundo turno divulgada nesta sexta-feira pelo "Jornal Nacional" mostra que a vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o candidato do PSDB Gerlado Alckmin nos votos válidos cresceu ainda mais, subindo para 24 pontos percentuais. O levantamento confirma a tendência registrada até agora. Lula tem 62% e Alckmin 38%.

Após o primeiro turno, quando Lula obteve 48,61% dos válidos e Alckmin 41,64%, esta diferença de 7 pontos percentuais entre os dois aumentou a cada pesquisa.

No primeiro levantamento do segundo turno, divulgado em 6 de outubro, o Datafolha registrava Lula com 54% dos votos e Alckmin com 46% das intenções.

Quatro dias depois, em 10 de outubro, o mesmo instituto registrou um crescimento de quatro pontos percentuais na vantagem entre os candidatos nos votos válidos. O petista teve 56% contra 44 do tucano.A diferença foi de 8 para 12 pontos.

Mais dois dias se passaram e o Ibope confirmou a tendência em sua primeira pesquisa do segundo turno. Mostrava o presidente com 57% dos válidos contra 43 do ex-governador paulista. Vantagem de 14 pontos.

Em 17 de outubro, o Datafolha soltou seu terceiro levantamento após o primeiro turno, indicando que a vantagem, uma semana depois da pesquisa anterior, havia crescido oito pontos percentuais. Lula ficava com 60% dos válidos enquanto Alckmin tinha 40%. A diferença chegou a 20 pontos.

O Ibope desta sexta-feira confirmou a tendência. Agora, o petista registra 62% contra 38% do tucano. A distância entre os dois subiu para 24 pontos percentuais, o que projeta uma vantagem de mais de 20 milhões de votos para Lula. Os 38% de Alckmin, considerada a margem de erro, indicam intenção de voto inferior à votação obtida pelo tucano no primeiro turno (41%).

Também foi registrado um crescimento na aprovação do governo, que foi de 57% na pesquisa anterior para 63% na atual.


http://multimidia.terra.com.br/jornaldoterra/eleicoes2006/interna/0,,OI82636-EI5767,00.html

Ibope de ontem



Terra Eleições 2006

Sexta, 20 de outubro de 2006, 20h26


Ibope: Lula amplia em 10 pontos vantagem sobre Alckmin ( link)

A segunda pesquisa Ibope para o segundo turno das eleições presidenciais, divulgada na noite desta sexta-feira pelo Jornal Nacional, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou em dez pontos a vantagem sobre seu adversário, Geraldo Alckmin (PSDB). Lula lidera com 62% dos votos válidos. Alckmin aparece com 38%. O levantamento divulgado em 12 de outubro mostrava Lula com 14 pontos de vantagem em relação ao tucano, agora são 24. Nos votos válidos são descontados os percentuais de brancos, nulos e indecisos. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 198 municípios entre os dias 17 e 20 de outubro. A pesquisa, encomendada pela Rede Globo, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 22600/2006.

Na comparação com a pesquisa anterior, Lula ganhou cinco pontos e subiu de 57% para 62%. Conseqüentemente, Alckmin perdeu cinco pontos e caiu de 43% para 38%.

Considerando-se os votos totais, Lula subiu cinco pontos desde 12 de outubro, indo de 52% para 57%. Já Alckmin perdeu quatro pontos e baixou de 40% para 36%. Brancos e nulos também caíram, de 4% para 3%. Não sabem ou não opinaram se mantiveram em 3%.

http://noticias.terra.com.br/eleicoes2006/interna/0,,OI1203957-EI6652,00.html

Deu no blog do Paulo Henrique Amorim



21/10/2006 09:41h

A POLÍCIA FEDERAL NÃO É A DE FHC


Paulo Henrique Amorim

A leitura do relatório do Dr. Diógenes Curado Filho, delegado da Policia Federal em Cuiabá, Mato Grosso, é uma rara peça de profissionalismo.

Torna desnecessário o empenho dos senadores Tasso Jereissati e Jorge Bornhausen (senador até 31/XII/2006) em fazer com que a OAB e o Ministro Marco Aurélio Mello, presidente do TSE, apurem o que aconteceu com a máfia dos sanguessugas – no que concerne ao papel do indiciado Gedimar Pereira Passos.

A parte referente ao papel de José Serra e Barjas Negri, na companhia do empresário Abel Pereira, deve ficar para investigação posterior.

O que é animador é a forma implacável com que um policial de uma instituição republicana investiga membros do Partido do Presidente da Republica.

Todo brasileiro deveria se orgulhar de ter uma Policia Federal que não parece se intimidar com a possibilidade de subir a rampa do Palácio do Planalto.

É muito diferente do que acontecia no Governo Fernando Henrique Cardoso.

O herói da privatização tucana, Daniel Dantas, jantou no Palácio do Alvorada com o Presidente Fernando Henrique Cardoso, num domingo, no inicio de 2002.

O resultado desse ágape é que o delegado da Policia Federal do Rio que investigava a privatização foi afastado e removido para a Ilha do Diabo, na companhia do Capitão Dreyfus.

Pouco depois, Luis Leonardo Cantidiano foi indicado para a Presidência da CVM, ele que era advogado de Dantas e um dos arquitetos do modelo de privatização.

E houve a "Noite de São Bartolomeu", em que morreram decepados os diretores da Previ que se opunham a Dantas.

E ainda dizem que "nada mudou".

Notícia velha




Estava no blog antigo

PFL denuncia: "Houve corrupção no governo Alckmin"

( http://cartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=11307 )


ATÉ QUE A MORTE OS SEPARE?

PFL denuncia: "Houve corrupção no governo Alckmin"

Que o casamento PSDB/PFL está em crise não é segredo. Em são Paulo, porém, o aliado de longa data do PSDB, o deputado estadual pelo PFL-SP, José Caldini Crespo, traz a lavanderia para as ruas, expõe a roupa suja e diz que o mal dos tucanos é "a prepotência". Em sua avaliação, "O PSDB está indo para Nova York discutir o Brasil. Curioso, né?".

Maurício Reimberg – Carta Maior


SÃO PAULO - "Partido prepotente", que "não gosta de dividir o poder". A crítica, vinda do Partido da Frente Liberal (PFL), contém um elemento inusitado. O alvo dos ataques é o PSDB, tradicional aliado político desde 1994.

O deputado estadual José Caldini Crespo (PFL), presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Assembléia Legislativa de São Paulo, afirma que "tucanos xiitas" relutam em aceitar o PFL como "efetivo parceiro". Crespo é autor do requerimento para a formação de CPI com a finalidade de auxiliar o Ministério Público na investigação de 973 contratos irregulares firmados pela administração estadual entre 1997 e 2005 , durante a gestão Covas e Alckmin. Todos os contratos foram considerados irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), Departamento de Estradas de Rodagem ( DER), Metrô (Companhia do Metropolitano), Fundação para o Desenvolvimento da Educação ( FDE), Desenvolvimento Rodoviário (Dersa), Companhia de Saneamento Básico ( Sabesp) e Banco Nossa Caixa (NCNB) foram os setores da administração estadual que mais irregularidades cometeram. Crespo estima que o prejuízo ao tesouro paulista pode chegar a R$ 2 bilhões.

O atrito atingiu o seu ápice após os recentes ataques do PCC, em São Paulo. O atual governador Cláudio Lembo (PFL) reclamou da falta de solidariedade dos tucanos diante dos incidentes. Em entrevista à Carta Maior, Crespo explica a maior crise da história da aliança PSDB-PFL.

CM - O PFL há mais de dez anos tem uma aliança nacional com o PSDB. Só que, na última eleição para a Mesa diretora da Assembléia paulista, o partido se rebelou e elegeu Rodrigo Garcia presidente. Queria que o senhor contasse um pouco dessa mudança. Para onde ela caminha?

CC - Na campanha eleitoral de 1994, quando se elegeu pela primeira vez o governador Mario Covas, o PFL se alinhou ao PSDB. Foi uma aliança absoluta, mas não significa que o PFL tenha a obrigação de estar sempre coadjuvando o PSDB. Na eleição para a mesa diretora da Assembléia, o deputado Rodrigo Garcia lançou-se com nosso apoio. Sofremos todo tipo de retaliações do governo, principalmente do secretário Arnaldo Madeira. Ele cometeu desatinos, um atrás do outro, durante o processo eleitoral. O Palácio nos tratou como subordinados. O deputado Edson Aparecido [o candidato oficial] perdeu por um voto. O PFL, nestes últimos dez anos, ajudou o governo até em momentos de desgaste, mas não fomos reconhecidos. Também percebemos que o PSDB não nos trata como parceiros. Eles não aceitaram a derrota. Que raio de derrota foi essa? Ganhou um deputado da situação, do governo, que era parceiro! E tem feito serviços melhores do que qualquer deputado tucano fez nos biênios anteriores. Nós nos sentimos magoados pela forma prepotente do PSDB, a partir do senhor Madeira, mas também por outro grupo de tucanos. Há tucanos razoáveis e tem tucanos muito xiitas, que não aceitam o PFL como efetivo parceiro.

CM - É o caso de ruptura?

CC - Pelo menos neste ano, não. Nossa insatisfação não é no campo ideológico e programático. O PSDB tornou-se, cada vez mais, um partido que não quer dividir o poder. Quando surgiu um primeiro momento delicado, cadê os tucanos? Sumiram. Covas e Alckmin vinham dizendo que não havia PCC, que era um problema lá do Rio de Janeiro. Se fosse há dez anos atrás, você poderia resolver o problema com menos dificuldades. Esse foi o desabafo do professor Lembo. Quando estávamos ao lado deles, nos desgastando, eles mal agradeceram. Agora, em que poderiam estar do nosso lado, eles desapareceram. Nem telefonema deram. Se os tucanos não tomarem um banho de humildade, a ferida vai aumentar e um dia poderá haver uma ruptura.

CM - O senhor disse que essa ferida foi aberta pela prepotência e pela subordinação.

CC - Mas não a nossa subordinação. Eles nos enxergam como coadjuvantes. Hoje isso ficou mais claro. Somos parceiros do mesmo nível, ou seja, quando as circunstâncias ensejam o PFL ser presidente da Assembléia, eles deveriam ter aceitado isso. Pelo menos uma vez em cinco, desde o início do governo Covas. Eu votei cinco vezes em candidatos tucanos para presidente da Assembléia. Por que um parceiro não poderia ser o presidente? É uma parceria que vai mal.

CM - Há aliança entre o PFL e o PT dentro da Assembléia?

CC - Nunca houve. O PFL de São Paulo segue a orientação nacional. É adversário figadal do PT. O PT votou no Rodrigo Garcia. Não sei se eles tiveram que pedir ordem para a direção nacional. Houve um acordo para a composição da mesa. Não foi uma aliança. O PT, em biênios do PSDB, já fazia parte da mesa, porque é uma grande bancada. O princípio da proporcionalidade é algo a ser observado. O PT participa no segundo cargo, que é o de primeiro secretário. A pergunta poderia ser dirigida ao PT: por que o partido votou no Rodrigo? Nós continuamos adversários, mas soubemos nos unir para evitar o mal maior na ocasião, que seria a eleição do Edson Aparecido.

CM - Em plano nacional, essas mudanças sinalizam que o PFL está buscando um melhor lugar na chapa do PSDB, com o Alckmin, ou existe a possibilidade de se tentar um vôo solo?

CC - A amarração nacional é muito complexa. Pela verticalização, todos os partidos dependem de superar problemas nos Estados também. Em termos da campanha nacional, já está praticamente sacramentado. O José Jorge deverá ser o nosso candidato à vice. Para ganhar ou para perder. Alckmin não vai indo bem nas pesquisas. Ao que tudo indica, vamos perder a eleição presidencial, mas vamos ficar como parceiros. Se o barco afundar, nós vamos afundar junto com Alckmin. Só que a recíproca, infelizmente, não tem sido verdadeira.

CM - O senhor preferiria que o PFL tivesse candidato próprio a presidente?

CC - Sempre acho que é bom, mas estarei na campanha do Alckmin. Ainda não engoli, até hoje, aquela má-fé do Serra contra a Roseana Sarney. Ela seria hoje a presidente do Brasil, não fossem aquelas atitudes. Ela foi inocentada depois de alguns meses. Agora o Serra será o nosso candidato a governador. Tudo bem, política é como as nuvens do céu, a gente tem que se adaptar a isso. Já engoli esse sapo.

CM - Como o PSDB a conseguiu barrar todos os pedidos de CPIs em São Paulo?

CC - O problema deles é a prepotência de boa-fé. Estão no governo a tanto tempo, que se consideram acima de qualquer suspeita. Isso não é verdade. Eles não são melhores que nenhum partido. Sou autor de uma dessas solicitações de CPI. Ela deve ser instalada, doa a quem doer, porque se ela for leviana, a sociedade e a mídia vão perceber, então a própria CPI será condenada. O regimento prevê que só possam existir cinco CPIs simultaneamente. Nós não temos nenhuma! A prepotência do PSDB nestes últimos anos coincide com a eleição do Rodrigo. No governo Covas os tucanos ainda não eram tão prepotentes. Tínhamos algumas CPIs que levantaram suspeitas sobre atitudes deles. Mas essa prepotência aumentou de tal forma, que eles realmente estão acreditando que são melhores do que os outros. Alguém tem de mostrar para eles. Nós estamos tentando, mas eles estão no poder. O Lembo está terminando um governo eleito há três anos atrás. Não seria ético ele fazer uma mudança radical. Equipes de tucanos estão lá, algumas vezes, trabalhando em favor de Alckmin, e não de Lembo.

CM - Quais as denúncias que justificam a instalação da sua CPI?

CC - Acabei me tornando, em razão da eleição do Rodrigo, o presidente da comissão mais importante da Casa, a Comissão de Finanças e Orçamento. Chegando lá, descobri estantes lotadas de processos do Tribunal de Contas, cuja função é analisar contratos de repartições estaduais. Eram quase mil documentos sobre irregularidades que estavam escondidos. Então, dei parecer em todos eles e os despachei para o Ministério Público, pedindo providências cíveis e criminais cabíveis. Na CDHU, principalmente, estavam as estripulias do senhor Goro Hama. Elas foram tão grandes, que o governador Covas, que o queria tão bem, deu sumiço nele. O Goro Hama não foi punido. Nem sei se ele mora no Brasil ainda. São 973 contratos irregulares levantados pelo TCE. Por que isso nunca veio a público? Porque o caminho eram os contratos irregulares levantados pelo TCE, mas os tucanos sempre mandaram na Assembléia. Não dá pra dizer que foi uma falha. É crime. Há todas as provas, são calhamaços de meio metro de altura, em cada um desses processos.

CM - Há desvio de verbas?

CC - Há superfaturamento e irregularidades na licitação. Algumas vezes, não se fez a licitação como deveria, outras vezes a licitação favorece uma empresa em relação à outra, o que também é crime. Em outros casos você superfatura, há aditivos maiores que 25%. Não sei qual vai ser a atitude do Geraldo Alckmin se a CPI for instalada e chegar nos seus resultados. De duas uma: ou ele assume pra si, ou vai dizer que não sabia de nada, vai colocar a culpa em alguém, o que também é possível. Que o governo dele cometeu crimes, cometeu, tenho certeza disso.

CM - O ex-governo Alckmin foi mal assessorado ou praticou atos de corrupção?

CC - Houve corrupção dentro do governo Alckmin. Pelo menos 973 casos garanto que teve, porque foram os que eu analisei. Agora, se o governador estava envolvido ou não, por enquanto não posso dizer. Por isso estou pedindo uma CPI.

CM - O governador Lembo, em suas últimas declarações, responsabilizou a burguesia paulista, dizendo que ela tem uma parcela de culpa pela recente crise na segurança. O que o senhor acha disso?

CC - Algumas pessoas vêem o governo como uma coisa apartada da sua realidade pessoal. Só que, no caso da criminalidade, ela afeta todos, aqueles que estão colaborando com o governo, e os demais que não estão colaborando. Não se trata de cobrar mais impostos. Todas as classes sociais, inclusive as mais abastadas, devem colaborar um pouco mais com o governo. Por exemplo, se envolvendo no terceiro setor. Não há mais dinheiro público. O terceiro setor é a solução. É aí onde entram as pessoas que o governador chamou de "elite branca". Que a pessoa da classe A dê uma parte do seu tempo durante a semana colaborando com uma entidade assistencial, seja o Rotary Club, associação de moradores, clube de senhoras...

CM - E o que falta para a elite entrar em novos projetos políticos?

CC - Talvez faltasse um governador com o peso que esse cargo tem, com coragem de falar, até pra tomar porrada. O governador Lembo tomou porrada de algumas pessoas que não entenderam, e de outras que não deram o braço a torcer. Para elas, desde que estejam freqüentando o restaurante Massimo, comendo do bom e do melhor, carro blindado, o resto do mundo que se dane.

CM - O senhor acha que o governador Lembo vai contar com solidariedade do PSDB, daqui em diante, para colocar em prática os seus projetos?

CC - Sim. Sem o PFL, o PSDB não teria ganhado nenhuma eleição nos últimos dez anos, e não vai ganhar as próximas. Sem o PFL de vice do Alckmin ou do Serra, nenhum dos dois ganha. O Alckmin menos ainda, porque não está decolando nas pesquisas. Estaremos com ele para ganhar ou perder. Acho mais provável perder. Vamos afundar junto com Alckmin. Agora, alguns tucanos, que já não ajudavam antes, deram mais uma demonstração da prepotência nos últimos episódios. Estão indo para Nova York discutir problemas do Brasil. Curioso, né? Esse é o PSDB.

Do blog antigo



Ex-ministro da Saúde envolve Serra com "sanguessugas"

Terra - Eleições 2006

Quinta, 27 de julho de 2006, 11h52

Saraiva Felipe envolve Serra em "sanguessugas"

O ex-ministro da Saúde e deputado federal Saraiva Felipe (PMDB-MG), notificado para prestar esclarecimentos à CPI das Sanguessugas sobre desvios de recursos na compra de ambulâncias, cobrou ontem que as investigações se estendam também a outro ex-titulares da pasta, como José Serra, candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, Barjas Negri, sucessor de Serra, e Humberto Costa, que assumiu durante o governo Lula e agora é candidato ao governo de Pernambuco pelo PT. Em entrevista ao jornal Estado de Minas, Saraiva Felipe lembrou que o esquema de compra superfaturada de ambulância foi descoberto em 2001, mas ele só foi informado em janeiro de 2006, quando teria pedido agilidade nas investigações.

O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), também já pediu que as investigações da CPI das Sanguessugas abranjam a gestão Serra, alegando que o esquema teria iniciado no governo de Fernando Henrique Cardoso. O candidato tucano afirma que não dará munição para o "esquema do PT de ficar rebatendo acusações" e que sua vida pública é conhecida, podendo ser investigada. "Não vou comentar e amplificar a estratégia do PT. Estamos aí para ganhar eleições", afirmou.

Saraiva Felipe está entre os mais de 30 parlamentares notificados para explicar envolvimento na esquema corrupto. Seu nome consta no depoimento de Maria da Penha Lino, ex-funcionária do Ministério que ajudou na liberação de emendas para compra irregular de ambulâncias. Segundo o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), que integra a CPI, o ex-ministro Felipe é citado também no depoimento de Luiz Antônio Trevisan Vedoin, dono da Planam, empresa que vendia ambulâncias para municípios, e apontado como um dos mentores do golpe ao Orçamento da União. Vedoin incriminou mais de uma centena de parlamentares.


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Notinha de hoje (21/10/06)

Já era sabido há muito! Mas agora não há mais como negar. Ou será que alguém vai duvidar da palavra do Vedoin? E é do Vedoin pai, que não é nenhuma criança.