domingo, outubro 22, 2006

Enquanto isso...

Não decola mesmo!

Apoio de última hora!



Geraldinho conseguiu um importante apoio para a reta final: o Geraldão. Os dois são até meio parecidos, a diferença é que Geraldinho tem mais cabelo, mas Geraldão é mais bonito e tem a cabeça maior. Dentro da cabeça os dois tem a mesma coisa, só que não dá para falar aqui...

Agora vai!



Geraldinho já decidiu, agora que empacou, vai de táxi!

Do Diário de Cuiabá



SANGUESSUGA

Até transporte escolar

Investigações em prefeituras de MT mostram que máfia também fraudava licitação para compra de ônibus usados na Educação

RODRIGO VARGAS
Da Reportagem

Irregularidades em convênios entre o Ministério da Educação e nove prefeituras de Mato Grosso abriram uma nova linha de investigação sobre as ações da quadrilha desmontada pela Operação Sanguessuga. Os valores apurados, que se destinavam à compra de veículos para o transporte escolar, superam os R$ 500 mil.


De acordo com um levantamento divulgado pela Controladoria Geral da União (CGU) - obtido a partir de seu programa de fiscalização por sorteios públicos -, os indícios apontam para a participação de sete empresas relacionadas diretamente ao esquema montado a partir do grupo Planam, liderado pelo empresário Darci José Vedoin.

A CGU detectou nos convênios com o MEC os mesmos procedimentos empregados no esquema de desvio de recursos destinados à compra de ambulâncias: licitações fraudulentas, entrega de veículos em desacordo com o solicitado em edital e a liberação de valores mesmo antes da entrega.

A suspeita foi confirmada pelo procurador da República Mário Lúcio Avelar, e pelo delegado da Polícia Federal, Tardelli Boaventura, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Sanguessugas, na última terça-feira.

A reportagem teve acesso à informações referentes a oito dos nove municípios que caíram na malha fina. O relatório sobre Nova Brasilândia, que também teria irregularidades semelhantes, será divulgado nos próximos dias.

Das nove licitações investigadas, oito foram vencidas pela Santa Maria Comércio e Representação Ltda, empresa de fachada aberta pelo empresário Luiz Antônio Trevisan Vedoin, que é sócio-proprietário da Planam Comércio e Representações Ltda - vencedora da licitação restante.

As demais empresas citadas foram a Torino Comércio de Veículos Ltda, Ideal Automóveis Ltda, Esteves e Anjos Ltda, Enir Rodrigues de Jesus EPP e Unisau Comércio e Indústria Ltda. Esta última, de acordo com as investigações da PF, seria vinculada ao empresário Ronildo Pereira Medeiros, acusado de também integrar o esquema.

IRREGULARIDADES – O maior número de convênios suspeitos foi encontrado pela CGU na prefeitura de Pontes e Lacerda (483 quilômetros de Cuiabá). No período entre 2001 e 2003, foram realizadas duas licitações para a compra de ônibus escolares.

Uma delas foi vencida pela Santa Maria, tendo como concorrentes as empresas Torino e Enir Rodrigues de Jesus. Outra foi vencida pela Planam, superando as propostas da Unisau e da Esteves e Anjos. Ao todo, a prefeitura pagou R$ 146 mil. Mas não levou.

De acorro com a CGU, em um dos casos o veículo entregue tinha mais de um ano de uso - quando o edital exigia um modelo zero quilômetro. No outro processo licitatório, o ônibus adquirido, mesmo após o pagamento de uma parcela de R$ 50 mil, não havia sido entregue. As irregularidades envolvendo as verbas destinadas ao transporte escolar foram descobertas a partir dos sorteios do programa de fiscalização especial da CGU. Iniciado em 2003, o programa já submeteu mais de mil municípios a uma operação pente fino em convênios federais.

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As coisas estão bem claras lá em Mato Grosso. Quem leu a matéria viu as datas de quando foram liberados os recursos e feitas as licitações fraudulentas. Aqui em São Paulo havia um irmão de um envolvido que atuava tanto na saúde como na educação, cobrava um pouco mais caro, mas vendia o pacote completo.

Para confirmar é simples: abrir as contas da prefeituras e criar um banco de dados onde se cruzem todas as compras de ônibus, de ambulâncias e equipamentos de saúde, e verificar os vencedores e os preços praticados. Depois disso é só chamar os responsáveis para conversar na polícia federal que eles abrem o bico rapidinho.

Da revista Istoé

01/10/2006

CPI dos Sanguessugas

O rastro de Abel Pereira, amigo dos tucanos, no Ministério da Saúde


Dossiê
No rastro de Abel

Polícia já tem contratos que mostram as promíscuas relações do empresário amigo dos tucanos no Ministério da Saúde

Por Rodrigo Rangel e Hugo Marques

Abel Pereira, o discreto empresário de Piracicaba (SP) que há três semanas ganhou notoriedade nacional ao ser apontado como o operador da máfia dos sanguessugas na gestão tucana no Ministério da Saúde, já não é tão desconhecido da Polícia Federal. Das primeiras investigações feitas a partir das denúncias da família Vedoin a ISTOÉ começaram a emergir os negócios que unem em uma mesma corrente Abel, os Vedoin e Barjas Negri, atual prefeito de Piracicaba e ex-ministro e secretário executivo do Ministério da Saúde. Trata-se da liberação de quase R$ 500 mil para a ampliação do hospital da cidade de Jaciara, no interior do Mato Grosso, onde Abel possui uma fazenda. Foi o próprio Abel quem intercedeu junto ao Ministério para que o dinheiro saísse. Tarefa que conseguiu realizar em apenas 12 dias. A pressa certamente se deve ao fato de que menos de 30 dias depois um novo governo tomaria posse. O projeto do convênio da Prefeitura de Jaciara foi cadastrado no Ministério da Saúde em 6 de dezembro de 2002 e em 18 de dezembro o convênio prevendo a liberação de R$ 495 mil foi assinado por dois amigos de Abel: Barjas Negri, o então ministro da Saúde, e Valdizete Martins Nogueira, o prefeito de Jaciara.

Além da velocidade em abrir os cofres do Ministério, a PF também já descobriu que Abel operou simultaneamente em Brasília e no interior mato-grossense. Em 24 de dezembro, quando o Ministério entregou os R$ 495 mil, Abel participava sozinho de uma licitação para ganhar a obra em Jaciara. Uma de suas empresas, a Construtora e Pavimentadora Cicat Ltda., saiu de Piracicaba e foi fazer o serviço em Mato Grosso. Dias depois, em janeiro de 2003, empresas do grupo Planam, segundo os Vedoin, fizeram depósitos bancários na conta do prefeito Valdizete no Banco do Brasil, a pedido do empresário de Piracicaba. O contrato entre a prefeitura e a empresa de Abel foi assinado em 21 de março de 2003 e ao dinheiro repassado por Brasília o município somou outros R$ 55 mil como contrapartida. Da verba total, R$ 414 mil foram destinados a ampliar em 747 metros quadrados o hospital local, obra pela qual Abel ficou responsável. O restante foi destinado à compra de equipamentos. E quem ficou com esse contrato de R$ 136 mil? A empresa Manoel Vilela de Medeiros, de propriedade de Ronildo Medeiros, sócio de Darci e Luiz Antônio Vedoin, os donos da Planam, a empresa chefe da máfia das ambulâncias.

Na terça-feira 26, a Polícia Federal e o Ministério Público abriram o inquérito que investiga as atividades de Abel Pereira e suas relações com o ex-ministro Barjas Negri. Já descobriram que nos arquivos do Ministério da Saúde não existe mais a memória das audiências do ex-ministro. A agenda de Barjas simplesmente desapareceu. Com ela, foi-se a possibilidade de conferir quem freqüentava seu gabinete, mas o que não faltam são pistas para serem seguidas. Na entrevista concedida a ISTOÉ, os Vedoin descreveram como o empresário agia e, à Justiça, os donos da Planam, apresentaram documentação bancária para comprovar o que disseram. Eles entregaram cheques que totalizam R$ 601,2 mil, que teriam sido entregues ao próprio Abel. Também apresentaram uma série de depósitos bancários que teriam feito a pedido de Abel. É a partir dessa documentação que a PF, o MP e a CPI dos Sanguessugas iniciam suas investigações. “As provas são suficientes para que as investigações sejam aprofundadas”, sentenciou o presidente da comissão, deputado Antônio Carlos Biscaia, do PT do Rio de Janeiro. “A documentação envolve o ex-ministro Barjas Negri e Abel Pereira de forma contundente”, prosseguiu ele, logo após analisar os documentos enviados à CPI pela Justiça Federal de Mato Grosso. Até o PSDB admite haver o que investigar. “Independentemente de o Abel ser vinculado ao Barjas ou ao PSDB, não há dúvidas de que ele deve ser ouvido”, disse a ISTOÉ o deputado Carlos Sampaio (SP), sub-relator da comissão de inquérito.

Outro mistério a ser desvendado é por que Abel tinha tanto interesse em falar com os Vedoin dias antes de eles revelarem a ISTOÉ o lado tucano do esquema sanguessuga. Grampos telefônicos feitos pela PF nos telefones dos chefes da máfia mostram que Abel conversou com os Vedoin às vésperas da entrevista a ISTOÉ, o que reforça a suspeita de que o empreiteiro tentou cooptá-los. A PF suspeita que os donos da Planam estavam fazendo jogo duplo. De um lado, negociavam com o PT um punhado de fotos e um vídeo vazio, que afirmavam comprometer o ex-ministro José Serra. De outro, conversavam com Abel, que tinha pleno interesse em manter os Vedoin calados diante dos tucanos. Na quarta-feira 27, até o presidente Lula se manifestou: “A essência é que o Barjas Negri está envolvido nisso. Quando falam o nome dele, não falam Barjas do PSDB. Quando tem alguém do PT, é do PT.”

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É como diz o Lula: o Barjas está envolvido, mas ninguém diz "o Barjas do PSDB", mas se fosse alguém do PT, aí sim, "fulano de tal, do PT", mesmo que seja alguém que alguma vez na vida passou na frente de algum diretório do partido.

Do Observatório da Imprensa



CPI dos Sanguessugas

Sanguessuga ao molho pardo

CADEIA NELES
Sanguessuga ao molho pardo


Por Fábio Carvalho

"Bom apetite, Carumbé." Foi de um jornalismo profético o encerramento do programa Cadeia Neles (TV Gazeta/Record) daquele inesquecível dia qualquer, há menos de 10 anos. Carumbé é o presídio de Cuiabá. A refeição distribuída pelo então apresentador, Lino Rossi, foi devorada rapidamente. Um acusado de estupro seguido de morte, alcunhado como Índio, foi esfolado vivo. Sim, o criminoso teve toda a pele do corpo arrancada dentro da cela, pois a triagem de detentos jamais poderia imaginar que Índio correria risco de vida naquele dia. Índio foi amontoado numa cela qualquer e, oh, morreu.

De lá para cá, algumas coisas não mudaram. Índio continua morto da silva, é claro. A ferida dos pais daquela menina estuprada e morta, provavelmente, ainda não cicatrizou. O Cadeia Neles segue líder de audiência no horário do almoço (!!!). Desde 1993, Lino Rossi, o primeiro e mais célebre apresentador, comenta matérias policiais sobre uma maioria de suspeitos (muitos inocentes) no irresponsável Cadeia Neles – que, não raras vezes, também faz assistencialismo barato. Esse deve ser o lado "responsabilidade social" de uma emissora de TV, decerto.

Mas Lino Rossi mudou. Fez carreira com seu carisma, popularidade e outros talentos. Ele se elegeu vereador em Cuiabá, em 1996, pelo PDT. Foi o segundo deputado federal mais votado em 1998, já pelo PSDB. Deixou a TV, foi para Brasília. Em 2000, tentou a prefeitura de Vázea Grande (cidade conurbada a Cuiabá). Nesse período, voltou a usar, descaradamente, o espaço do Cadeia Neles para a campanha eleitoral, mas perdeu aquela disputa. Em 2002, seu substituto oficial, Clóvis Roberto, elegeu-se deputado estadual, também pelo PSDB.

Abre parêntese. A cuiabana concorrência mondo cane não fica muito atrás no quesito eleitoral. O apresentador de TV Walter Rabelo elegeu-se vereador em Cuiabá pelo PMDB, 2004. Era o titular do Baixada 40 Graus, rebatizado como Olho Vivo (TV Cidade Verde/SBT). Ele disputa hoje uma vaga à Assembléia Legislativa, sob críticas à Justiça que o tirou da frente das câmeras nesse período eleitoral. Na linha assistencialismo e mentira deslavada, Sérgio Ricardo (PPS), Repórter do Povo (TV Rondon/RedeTV), elegeu-se vereador em 2000 e deputado estadual em 2002. É candidato à reeleição. Clóvis Roberto não é candidato e continua à frente do Cadeia Neles. Fecha parêntese.

Gabinete 808 do Anexo 4

Lino Rossi não teve sorte ao tentar se reeleger em 2002. Ficou na suplência. Conforme consta nos anais do Senado da República, ele ficou deprimido e foi ao gabinete do evangélico Magno Malta (PL-ES), onde ambos fizeram uma oração. Daí, o senador intercedeu junto à igualmente evangélica TV Record, em São Paulo. O bispo em pessoa ficou muito bem impressionado ao ver a intimidade de Lino Rossi com o ponto eletrônico. Foi uma festa no estúdio. Lino Rossi estava à frente do Cidade Alerta. Cadeia nacional neles!

Mas, em 2004, o deputado federal Wilson Santos (PSDB) elegeu-se prefeito de Cuiabá, de sorte que o suplente Lino Rossi assumiu a vaga. Nada de oposição, coisa que ele nunca fez. Filiou-se ao PSB. Cansou. Foi para o PMDB, onde cravou o recorde de permanecer apenas 24 horas filiado ao partido. No dia seguinte, migrou para o PP, também da base aliada de Lula.

Ele disputa, em outubro próximo, a reeleição a deputado federal pela coligação Mato Grosso Justo e Unido. Estava licenciado. A grande imprensa, que anda com um apetite danado por sanguessugas, nem se deu conta de que Lino Rossi reassumiu o mandato na quinta-feira (3/8). Está no gabinete 808 do Anexo 4.

Segurança e esfolamento

Lino Rossi e outros seis parlamentares federais de Mato Grosso estão envolvidos na máfia das sanguessugas. Além dos depoimentos da famiglia Vedoin vazados à imprensa e conversas telefônicas interceptadas (cujo segredo também se foi pelos ares), documentos "sigilosos" dão conta de ligações perigosíssimas. Nesse caso, quebra de sigilo é transparência para a imprensa. Lino Rossi passou por uma redução de estômago à Roberto Jefferson, mas não é tão magrinho quanto Francenildo. Vai ver que é isso.

Nesses tempos de rebeliões do PCC, um comentarista habitué do OI sempre se insurge contra o que ele denominou "imprensa da ala Irmã Dulce" quando jornalistas mencionam direitos humanos. Não sei por que esse comentarista escolheu a Irmã Dulce, que morreu de morte morrida, e não a Irmã Dorothy, que morreu de morte matada. Índio, o esfolado, era um criminoso que nem o carí$$imo criminalista Márcio Thomaz Bastos encontraria facilidade em defender, não há dúvida.

Lino Rossi e seu "bom apetite, Carumbé", decerto, representam a outra ala da imprensa. Ele, aliás, tornou-se popular pregando o esfolamento, a incitação ao crime (contra o estuprador - matador pode). Em suas plataformas de campanha eleitoral, segurança era sempre um ponto de destaque, uma espécie de Jair Bolsonaro do Cerrado. Como deputado federal, ele freqüenta diversas comissões que discutem violência e segurança pública para o Brasil. Aliás, todos nós custeamos suas despesas para participar da Conferência Mundial contra o Crime Organizado em Roma, Itália, 2002, em missão oficial, segundo consta no site da Câmara. Vai saber o que ele aprendeu lá...

Deu na Folha, já faz tempo...



Senador do PSDB negociou emenda para ambulância

Folha de São Paulo -
03/09/2006 - 09h58


LEONARDO SOUZA

da Folha de S.Paulo, em Brasília


O senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) tratou diretamente com o Ministério da Saúde, na gestão do também tucano José Serra, a liberação de emenda para a compra de ambulância em licitação depois vencida pelo grupo Planam, da quadrilha dos sanguessugas.

Pelo menos dois municípios indicados por Antero em emendas da bancada de Mato Grosso no Congresso foram contemplados com ambulâncias vendidas por empresas do grupo Planam. Os documentos complicam a defesa do senador na CPI dos Sanguessugas, incluído na lista dos investigados após o empresário Luiz Antonio Vedoin, da Planam, acusá-lo de participar do esquema.

Em 2000, a bancada de Mato Grosso incluiu no Orçamento da União emenda coletiva dos parlamentares do Estado, no valor de R$ 3 milhões, para a compra de ambulâncias. Na ocasião, o coordenador da bancada do Estado era o deputado Pedro Henry (PP), apontado por Vedoin como um dos colaboradores da quadrilha.

Naquele ano, Henry enviou para o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, Barjas Negri, braço direito de Serra, ofício com a indicação feita por cada um dos parlamentares da bancada sobre os municípios que deveriam ser atendidos pela emenda. Antero escolheu três municípios, com R$ 80 mil para cada um. A cidade de Dom Aquino foi uma das agraciadas. A licitação foi vencida pela Santa Maria (empresa de fachada da quadrilha), com a venda do veículo tendo sido fechada em 19 de abril de 2001, ao preço de R$ 79.950.

Um mês antes, Antero e outros dez parlamentares de Mato Grosso haviam escolhido Lino Rossi (PP) como novo encarregado de indicar os municípios a serem contemplados por uma segunda emenda da bancada, inicialmente de R$ 5,6 milhões (o valor sofreu cortes depois). A decisão foi comunicada ao então ministro José Serra em ofício enviado em 9 daquele mês. Além de Antero, cinco signatários da carta foram denunciados ou investigados pela CPI: Celcita Pinheiro (PFL), Pedro Henry, Ricarte Freitas (PTB), Wellington Fagundes (PL) e Teté Bezerra (PMDB), além de Lino Rossi.

Em entrevista à "Veja" no mês passado, Vedoin disse: "O acordo era para a totalidade das emendas da bancada, que somavam R$ 3,8 milhões. Antero apresentou R$ 400 mil, e tínhamos de dar R$ 40 mil de comissão. Ele pediu para passarmos o dinheiro diretamente para o [deputado] Lino Rossi [PP-MT], que, naquele tempo, era do mesmo partido que ele [PSDB]. Todos ali tinham consciência do que estava fazendo".

No dia 25 de maio, Rossi encaminhou para Barjas Negri um ofício com as indicações dos municípios escolhidos pelos parlamentares, também com a destinação de R$ 80 mil para cada cidade. Antero selecionou quatro. Entre as quais, Nossa Senhora do Livramento.

Dois meses depois, em 25 de julho, Antero enviou ofício ao secretário-executivo da Saúde reforçando o pedido de liberação do dinheiro a Nossa Senhora do Livramento: "Esclareço, ainda, que o município faz parte da minha relação de beneficiários dessa emenda, sendo R$ 80.000,00 a quantia indicada".

Assim como no caso de Dom Aquino, a Santa Maria venceu a concorrência em Nossa Senhora do Livramento, com a venda concretizada em 15/8/2002.

À CPI, Antero negou envolvimento com a quadrilha. Afirmou que, em novembro de 2001, mandou suspender todas as indicações para a compra de ambulâncias, apesar de não ter documento oficial que prove sua versão.

Disse que o dinheiro liberado para Nossa Senhora do Livramento não seria de sua responsabilidade. A justificativa não cabe, no entanto, para o caso de Dom Aquino, pois a venda da ambulância para o município, em abril de 2001, ocorreu antes da alegada decisão de suspender as verbas.

Outro lado

Por meio de sua assessoria, o senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) voltou a negar qualquer envolvimento com a quadrilha dos sanguessugas.

A defesa do senador, encaminhada para a CPI dos Sanguessugas duas semanas atrás, se baseia em ofício do deputado Ricarte de Freitas (PTB-MT) de 29 de novembro de 2001.

Na ocasião, Ricarte era o coordenador da bancada de Mato Grosso. O deputado pedia aos parlamentares do Estado que enviassem, por e-mail ou disquete, relatório no qual cada um deveria selecionar as emendas que considerava prioritárias, devido a um corte no Orçamento da União.

Ricarte pedia que os relatórios fossem enviados até o dia seguinte.
A assessoria do senador encaminhou à reportagem quatro quadros com as indicações feitas por Antero para a liberação de recursos às cidades por ele escolhidas a partir das emendas da bancada do Estado, que teriam sido enviados para Ricarte por e-mail.

Num dos documentos, o senador ordena que sejam canceladas as indicações para compra de ambulância com base na emenda incluída pela bancada, para esse fim (de valor inicial de R$ 5,6 milhões), no Orçamento de 2001.

A assessoria de Antero informou que pode provar que a última modificação feita no arquivo sobre o cancelamento das emendas é de novembro de 2001.

Ao ser questionada sobre a destinação de recursos ao município de Dom Aquino, a partir de indicação feita por Antero em emenda de bancada de 2000, a assessoria disse não ter dados sobre o caso.

Contatada pela reportagem na sexta à noite, a assessoria do senador se prontificou a dar explicações na segunda. Na concorrência realizada pelo município de Dom Aquino, a vencedora foi a Santa Maria, empresa de fachada do grupo Planam. A ambulância foi entregue em abril de 2001, sete meses antes da solicitação de Ricarte de Freitas.

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Faz tempo que todo mundo sabe disso! E o Antero continua batendo no peito e dizendo ser o mais honesto dos homens.

Minha prima adorava esse senador, hoje nem pode ouvir o nome dele sem começar uma sessão de xingamentos que deixam sempre os peessedebistas da família corados.

Por falar nisso, o Antero Pés de Barro e o Álvaro Dias foram deixados de lado na campanha presidencial, será que alguma pesquisa alertou o PSDB sobre o mal que faziam?

Agora deu no site da Globo!


21/10/2006 - 11h54m - Atualizado em 21/10/2006 - 12h41m

DARCI VEDOIN CONFIRMA QUE ABEL RECEBIA PROPINA DE SANGUESSUGAS

Do G1, em São Paulo (link)


O empresário Darci José Vedoin confirmou na sexta-feira (20) à Justiça Federal de Cuiabá (MT) que Abel Pereira, amigo do ex-ministro da Saúde Barjas Negri (governo Fernando Henrique Cardoso), era o articulador da liberação de recursos de emendas parlamentares no Ministério da Saúde para a compra de ambulâncias superfaturadas, segundo o procurador da República Mário Lúcio Avelar.

Para facilitar a liberação de recursos, Abel Pereira recebia o equivalente a 6,5% do valor de cada uma das ambulâncias vendidas a cerca de 500 prefeituras entre 2001 e 2002. Naquele período, Barjas exerceu primeiramente o cargo de secretário-executivo do Ministério da Saúde. Na seqüência, assumiu o posto de ministro, no lugar de José Serra, governador eleito de São Paulo.

Darci é sócio-proprietário da Planam, empresa que comandava a máfia dos sanguessugas (venda superfaturada de ambulâncias). O esquema envolvia pelo menos 72 parlamentares, entre deputados e senadores, que apresentavam emendas para a área da saúde para propiciar a liberação de recursos para prefeituras.

Ontem, a Justiça Federal de Cuiabá ouviu também os empresários Luiz Antonio Vedoin, chefe da máfia dos sanguessugas e filho de Darci, e Ronildo Medeiros. Na quarta-feira (18), o próprio Medeiros já havia afirmado à Justiça mato-grossense que depositava o dinheiro de propina em contas de Abel Pereira.

Medeiros é proprietário de duas empresas, a Frontal e a Medical Equipamentos Hospitalares. Investigação da Procuradoria da República e da Polícia Federal revela que essas empresas teriam sido constituídas para forjar resultados de licitações. O esquema liderado pela Planam desviou mais de R$ 100 milhões.

Na segunda-feira (23), Abel Pereira será ouvido pela Polícia Federal no inquérito que investiga o dossiê contra tucanos, pelo qual pessoas ligadas ao PT iriam pagar R$ 1,75 milhão. Também na segunda, o juiz Jeferson Schneider, da 2ª Vara Federal do Moto Grosso, deve dar um parecer sobre o pedido do PT para eliminar o segredo de Justiça do processo.

Abel Pereira
Na quarta-feira, o advogado de Abel Pereira, Eduardo Silveira Mello Rodrigues, disse que seu cliente jamais recebeu dinheiro de propina da máfia dos sanguessugas. "Não existe qualquer depósito dos Vedoin para Abel, quer direta quer indiretamente."

Rodrigues destacou que o próprio Abel, preocupado com o envolvimento do seu nome no caso e com uma eventual cilada de inimigos, antecipou-se e fez uma varredura em todas as suas contas bancárias em busca de eventual depósito de origem desconhecida. "Não existe nenhum depósito em contas de Abel ou de parentes ou de amigos que o cercam."

http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,AA1319501-5601,00.html

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Será que agora é oficial? Se a Globo publicou deve ser!

Já está há um mês no Estadão


20 de setembro de 2006 - 12:20

Vídeos de Serra com ambulâncias da Planam estão no YouTube


Portal de compartilhamento de vídeos traz diversos arquivos que mostram Serra, quando ministro, entregando ambulâncias do esquema dos Sanguessugas

Alexandre Barbosa

SÃO PAULO - A internet está sendo usada para sugerir ligação, ou pelo menos conhecimento do candidato José Serra sobre o esquema montado pela empresa Planam para a venda superfaturada de ambulâncias, o chamado esquema dos Sanguessugas.

São diversos vídeos, que estão hospedados no portal de compartilhamento de arquivos YouTube, e que mostram Serra, então ministro da Saúde, participando de entregas de ambulâncias fornecidas pela Planam.

O candidato ao governo do Estado de São Paulo pelo PSDB faz discursos e participa de cerimônias junto com deputados. São fragmentos e seqüências inteiras de discursos, além de vídeos mais elaborados que reúnem dados públicos e declarações de membros da cúpula do partido sobre o episódio.

E a partir de um único documento, é possível chegar a diversos outros vídeos relacionados graças às ´tags´, marcações que os usuários do YouTube podem fazer para que o site mostre outros documentos relacionados com o tema do clipe que está sendo exibido.

Vídeo 1 (link)

ou copie e cole

http://www.youtube.com/watch?v=H7gUqrTfP3A

Vídeo 2 (link)

ou copie e cole

http://www.youtube.com/watch?v=VW-Uhi06Uw8&mode=related&search=