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sexta-feira, outubro 27, 2006

Deu no blog do Fernando Rodrigues

O drive político do dia (27.out.2006 - 6ª feira)

Eleição – reta final. Falta pouquíssimo. Lula na frente, disparado. Nos Estados, muito mais governadores lulistas do que em 2002. Hoje, sexta-feira, mais notícias sobre o dossiegate, mas o tempo parece ser curto demais para que algum efeito mais relevante que possa mudar o cenário.

Presidenciáveis na Globo – Lula e Alckmin se encontram no “ringue” da rede Globo. O último debate antes da eleição começa às 22h. Os candidatos passam o dia se preparando. Lula tem apenas um evento à 8h no Palácio da Alvorada, em comemoração ao seu aniversário. O "parabéns ao presidente", que completa 61 anos, será aberto ao público.

Propaganda – os candidatos que disputam o 2º turno poderão manter suas páginas de propaganda eleitoral na internet até a meia-noite de hoje. Também é o último dia da propaganda no rádio e na TV.

Ibope: empate técnico

Deu no blog do Alon (link)

Ibope: empate técnico entre os mais escolarizados

Ibope do Jornal Nacional de hoje: Lula 58% (+1), Alckmin 35% (-1). Votos válidos continuam como na pesquisa anterior: Lula 62%, Alckmin 38%. O detalhe interessante é que Lula chegou a um empate técnico, no limite da margem de erro, entre os que têm curso superior (Alckmin 47%, Lula 43%). A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais. Mais um elemento novo nos necessários debates pós-eleitorais sobre a validade ou não da teoria da pedra no lago.

http://blogdoalon.blogspot.com/

quinta-feira, outubro 26, 2006

Deu no G1

26/10/2006 - 20h27m

IBOPE: LULA MANTÉM VANTAGEM EM DISPUTA ESTÁVEL

Pesquisa mostrou o petista com 58% das intenções de voto, um ponto mais que na última pesquisa; Alckmin perdeu um ponto e foi a 35%

A três dias do segundo turno, pesquisa do Ibope divulgada nesta quinta-feira (26) mostra que a disputa presidencial está estável.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilou um ponto para cima em relação ao levantamento de 20 de outubro e atingiu 58% das intenções de voto.

Geraldo Alckmin (PSDB) perdeu um ponto e registrou 35%. Nos votos totais, a vantagem de Lula passou de 21 pontos para 23 pontos.

Votos brancos e nulos somam 3% e o índice de eleitores indecisos é 4%.

Considerando apenas os votos válidos (sem brancos, nulos e indecisos), o petista tem 62% contra 38% do tucano. Tanto a oscilação positiva de Lula, quando a negativa de Alckmin não alteraram o percentual de votos válidos em relação ao levantamento anterior.

Realizada entre os dias 24 e 25 de outubro, a pesquisa ouviu 3010 leitores em 202 municípios brasileiros. Com margem de erro de dois pontos percentuais, o levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 23351/06.

Avaliação
A avaliação do presidente Lula também se manteve estável em relação ao último levantamento: 63% aprovam a gestão do petista contra 31% que desaprovam.

Demais institutos
Outras duas pesquisas divulgadas nesta quinta-feira (26) confirmaram a vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, sobre o adversário Geraldo Alckmin (PSDB).

Levantamento CNT-Sensus mostra a maior diferença entre os candidatos já registrada em pesquisas do segundo turno: 24 pontos. De acordo com a pesquisa, Lula tem 57,5% das intenções de voto e Alckmin, 33,5%. Votos brancos ou nulos somam 3,3%, e 5,9% afirmaram que estão indecisos. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Na pesquisa Vox Populi, divulgada na revista "Carta Capital" desta quinta-feira (26), Lula manteve diferença de 20 pontos nos votos totais e 22 nos votos válidos. O petista registrou 57% das intenções de voto contra 37% do tucano, mesmos percentuais obtidos em 19 de outubro. Votos brancos e nulos somaram 3% e indecisos totalizaram 3%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Levantamento do instituto Datafolha, divulgado na terça-feira (24), havia mostrado o petista com 58% das intenções de voto - 21 pontos da mais do que o tucano, que registrou 37%. Considerando apenas os votos válidos, Lula apareceu com 61% e Alckmin, 39%, uma diferença de 22 pontos. Até então, o Dataholha havia registrado a maior distância entre os candidatos.

http://g1.globo.com

Deu na Folha

São Paulo, quarta-feira, 25 de outubro de 2006


JANIO DE FREITAS

Muito além

As leviandades que políticos adeptos de Alckmin estão cometendo, em declarações e atitudes a respeito do dossiê Vedoin, excedem qualquer descontrole de propósito eleitoral ou de combate político a Lula, ao PT ou ao governo. Opocisionistas integrantes da CPI, sobretudo Raul Jungmann e Carlos Sampaio (este, com desempenho eficiente e equilibrado na CPI dos Correios), estão no limite de tornar-se eles próprios um escândalo parlamentar, pelo avanço em informações e acusações injustificáveis.

Na mesma linha, a acusação do programa de Alckmin ao chefe-de-gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, dado como chefe da operação do dossiê, é mais do que irresponsável. É falsidade intencional. Tão ou mais grave do que o uso de um dossiê para atacar adversários.

O complicado

O depoimento de Abel Pereira, acusado de intermediar liberação de verbas na Saúde ao tempo fernandista do ministro Barjas Negri, é tão contraditório e tergiversante que complica a ele, e não, como pretendeu, a Aloizio Mercadante.

Deu no blog do Noblat

Lula e Alckmin fizeram ontem em São Paulo os comícios de encerramento de suas respectivas campanhas. A propaganda eleitoral no rádio e na televisão irá até amanhã. No sábado, se quiserem, os dois candidatos ainda poderão sair por aí à caça de votos. O Tribunal Superior Eleitoral espera concluir a apuração dos votos antes das 23 horas do domingo.

Os humores dos brasileiros serão prescrutados por mais três pesquisas de intenção de voto. Uma, do Instituto Vox Populi, está pronta e será divulgada hoje à noite pelo jornal da Rede Bandeirantes de Televisão. O Jornal Nacional da Rede Globo divulgará no sábado as últimas pesquisas do Ibope e do Instituto Datafolha.

É possível que elas ainda apontem algum tipo de crescimento de Lula com a ampliação de sua vantagem em relação a Alckmin. A curva de intenção de voto de um candidato do governo ou apoiado por ele costuma acompanhar a curva de aprovação desse mesmo governo. No primeiro turno, o governo era aprovado, em média, por 43% dos brasileiros. Lula teve 44% do eleitorado total.

No momento, o índice de aprovação do governo anda por volta de 58%. E do total de votos incluindo os brancos, nulos e indecisos, Lula atrai algo como 52%. Tem espaço, pois, para continuar subindo. Alckmin arrisca-se a ter menos votos do que no primeiro turno. Ele tomou de Lula até agora 4% dos seus eleitores, segundo o Datafolha. Em compensação, Lula tomou dele 12%.

Dos pouco mais de seis milhões de votos amealhados por Heloísa Helena (PSOL) no primeiro turno, metade foi para Lula e metade para Alckmin. Quase 70% dos eleitores de Cristovam Buarque (PDT) migraram para Lula. Se o quadro atual de intenção de votos se mantivesse, Lula venceria a eleição com mais de 20 milhões de votos sobre Alckmin.

A levar-se em conta unicamente as pesquisas do Datafolha no segundo turno, Lula cresceu nove pontos percentuais no Sudeste, 11 pontos no Sul, sete no Nordeste e seis no Norte-Centro-Oeste. Para vencer apertado, bastava que ele repetisse a votação do primeiro turno e a engordasse com mais oito pontos percentuais coletados no Nordeste.

Alckmin ainda está na frente de Lula entre os eleitores da região Sul (50%, a 44%), entre os que ganham mais de 10 salários mínimos (57% a 38%) e entre os mais escolarizados (54% a 40%). Nas últimas semanas, a campanha de Lula usou contra Alckmin duas poderosas armas: a de identificá-lo com Fernando Henrique Cardoso e a de acusá-lo de querer privatizar tudo que possa. Foi mortal para Alckmin.

Os eleitores guardam uma péssima memória do segundo governo de Fernando Henrique devido à alta taxa de desempregados que ele deixou. E são contra a privatização de empresas estatais – de qualquer uma delas. Alckmin foi obrigado a passar o segundo turno jurando por todos os santos que não privatizaria a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica caso se elegesse.

Não será eleito - como, de resto, em momento algum teve de fato condições de ser eleito desde que assumiu a candidatura a presidente em março último. Alckmin tinha um plano para derrotar dentro do PSDB a candidatura do então prefeito de São Paulo José Serra - e o plano deu certo. Jamais teve um plano para derrotar Lula. Fez uma campanha medíocre. E acabou abandonado pelos aliados.

A 72 horas do seu desfecho, a eleição presidencial que dará a Lula seu segundo mandato não deixará um pingo de saudade. Seus principais protagonistas foram incapazes de produzir uma única idéia original para fazer face aos principais problemas do país. Os debates entre Lula e Alckmin serviram apenas para a troca de acusações e a repetição de frases feitas.

Há quatro anos, Lula disputou a eleição na condição de candidato favorito - mas em duas ocasiões sentiu-se ameaçado. A primeira quando o PFL investiu na candidatura de Roseana Sarney, abatida depois quando se descobriu seu caixa dois de campanha. A segunda quando Ciro Gomes do PPS começou a crescer. O próprio Ciro deu um jeito de errar e de morrer antes de chegar à praia.

Dessa vez, ninguém ameaçou o favoritismo de Lula. Ou melhor: o PT ameaçou, sim, quando tentou comprar à Máfia dos Sanguessugas um dossiê contra candidatos do PSDB. Lula agiu rápido e se demarcou do episódio. Animado por uma votação acima da estimada pelas pesquisas, Alckmin entrou no segundo turno de braços dados com Garotinho. Foi seu mais desastrado ato. Perdeu uma montanha de votos no Rio.

Alckmin foi o adversário que Lula encomendou a Deus.

Três pesquisas

LULA TEM 24 PONTOS DE VANTAGEM SOBRE ALCKMIN, SEGUNDO CNT-SENSUS
Considerando tanto votos totais quando votos válidos, trata-se da maior diferença já verificada em pesquisas do segundo turno Veja

VOX POPULI: LULA MANTÉM 61% DOS VOTOS VÁLIDOS Veja


DATAFOLHA: COM APROVAÇÃO RECORDE, LULA MANTÉM VANTAGEM
Petista oscilou um ponto para cima e tucano Geraldo Alckmin, um ponto para baixo; para 53%, governo é ótimo ou bom Veja

http://g1.globo.com

Deu no blog do Reinaldo Azevedo

Quinta-feira, Outubro 26, 2006

No CNT-Sensus, diferença pró-Lula vos válidos passa de 26 pontos

Está na Folha On Line. Quase nada a comentar. O país escolhe seu destino. Tudo isso tem porquês. Insisto numa frase de que gosto muito. E olhem que a expressão é do velho Marx. Essas coisas não caem da árvore dos acontecimentos. “A três dias das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, tem uma vantagem de 24 pontos percentuais com relação ao seu adversário na disputa presidencial, o tucano Geraldo Alckmin. Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta quinta-feira indica que Lula tem 57,5% das intenções de votos, ante 33,5% de Alckmin. Descartados os votos brancos e nulos, Lula tem 63,2% dos votos válidos, contra 36,8% do tucano, o que revela uma distância de 26,4 pontos entre os dois candidatos. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) leva em conta os votos válidos para anunciar o resultado da eleição. Na pesquisa espontânea, Lula tem 53,9% dos votos e Alckmin, 31,4%. O diretor do instituto Sensus, Ricardo Guedes, observou que o fato de o resultado do levantamento espontâneo e estimulado serem próximos indica consolidação dos votos de Lula. Para Guedes, a eleição está definida. ‘Qualquer coisa que aconteça não mudará mais o resultado da eleição. As diferenças estão se alargando’, justificou.”

Mais uma

E tem várias desse tipo!

Deu no site do Cláudio Humberto

26/10/2006 | 12:44

CNT/Sensus: Lula abre vantagem de 24 pontos



Nova rodada de pesquisa da CNT/Sensus dá vantagem de 24 pontos percentuais ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva. Na pesquisa estimulada, realizada entre os dias 23 e 25 de outubro, com dois mil entrevistados, em 24 estados, Lula aparece com 57,5% das intenções de votos, contra 33,5% do tucano Geraldo Alckmin. A soma dos votos brancos e nulos é de 3,3%. Eleitores indecisos chegam a 5,9%. Na pesquisa espontânea, Lula alcança 53,9%, e Alckmin 31,4% dos votos. Brancos e nulos somam 3,5%, e indecisos 11,3%. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Deu no blog do Estadão

PSDB discute balanço para o dia seguinte

por Paulo Moreira Leite, Seção: brasil às 07:31:56.

Caso as urnas venham a confirmar aquilo que as pesquisas anunciam, o dia seguinte vai alimentar muitas discussões no PSDB. Com a experiência de quem já viu muita candidatura maravilhosa se espatifar na reta final, o deputado Miro Teixeira adora lembrar sempre que eleição tem véspera. Ele tem razão.

Mas o fato é que os próprios tucanos já discutem o pleito no passado. Entre mortos e feridos, salvou-se o candidato. Há um consenso de que Alckmin até que foi longe, diante de circunstâncias claramente desfavoráveis desde o início. O simples fato de ter conseguido chegar ao segundo turno -- com auxílio indispensável da equipe tabajara do PT, é claro -- já é apontado como prova de que teve um bom desempenho.

Mas Alckmin não conseguiu mostrar perfil de um político de estatura nacional, o que pode limitar seus projetos de vôo no futuro. Fez uma campanha de governador e não apresentou uma visão de país. Manteve distância da herança tucana -- nem chegou a defender as privatizações com a ênfase esperada -- mas não construiu uma idéia alternativa. Uma aposta para breve? Conforme me disse um tucano de altíssima plumagem: se as pesquisas forem confirmadas Alckmin sái da campanha como o melhor nome tucano para disputar a prefeitura de São Paulo em 2008 -- se quiser. "Pode parecer pouco agora, mas será a grande eleição daqui a dois anos," explica.

Há dois outros temas para o balanço. Um deles promete não levar a lugar nenhum: trata-se do desempenho de Luiz Gonzalez, que, como está escrito no contrato de trabalho de todo marqueteiro, de qualquer partido, em caso de derrota sempre lhe cabe parte da culpa. Outro tema é relevante e pode conduzir a 2010. Ouvi críticas ao excesso de "paulistização" da campanha de Alckmin, que não teria dado espaço para conselheiros de outros pontos do país e por isso não foi capaz de diminuir a vantagem absurda que as pesquisas davam a Lula no Nordeste. É uma crítica que engrossa o coro anti-São Paulo, um dos combusíveis da caravana do mineiro Aécio Neves contra José Serra -- a verdadeira agenda do PSDB depois de domingo.

Deu no blog do Noblat

26/10/2006 ¦ 11:40

Sensus dá 26 pontos de vantagem a Lula

Da 87ª Pesquisa CNT/Sensus que ouviu 2 mil pessoas em 195 municípios no período de 23 a 25 de outubro de 2006 e que acaba de ser divulgada em Brasília:

Lula - 63,2% (do total de votos válidos)
Alckmin - 36,8%


Vantagem de Lula: 26,4%


Sobre o total de votos (incluindo brancos, nulos e indecisos):

Lula - 57,5%

Alckmin - 33,5%

Brancos e nulos - 3,3%

Indecisos - 5,9%


Por regiões (sobre o total de votos)

Nordeste - Lula, 74,% a 18,6%

Sudeste - Lula, 50,9% a 36,7%

Norte/Centro-Oeste - Lula, 58,3% a 38,4%

Sul - Lula, 45,5% a 45,2%

Índice de rejeição

Lula - 33,6%

Alckmin - 45,0%

Margem de erro da pesquisa: 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Já começou a briga!

Deu na Folha OnLine (link)

26/10/2006 - 09h46

PSDB se divide sobre negociação com Lula

JOSÉ ALBERTO BOMBIG
da Folha de S.Paulo


Caso o presidente Lula seja reeleito domingo, como indicam as pesquisas eleitorais, o PSDB iniciará um processo de discussões internas na tentativa de conciliar as diferenças entre os projetos de seus principais líderes: Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Geraldo Alckmin e Aécio Neves.

FHC é hoje o principal entrave para a tentativa de aproximação do PT com os tucanos, como pretendem os petistas, o que interessaria a Aécio, reeleito em Minas Gerais e, em parte, a Serra, eleito em São Paulo.

Alckmin, que ainda luta por uma virada na eleição, poderá ser o "fiel da balança", mas, para apoiar um lado ou outro, exigirá comandar o partido e manter-se como alternativa eleitoral para as disputas futuras.

Em reunião recente com seu grupo político, FHC reclamou de ter sido o principal alvo da campanha de Lula até agora. Segundo ele, os tucanos são pouco enfáticos na defesa de seu legado na Presidência, o que teria sido um grande erro do partido, já que, na visão do ex-presidente, sua gestão na Planalto (1995-2002) ainda é o principal patrimônio do PSDB.

Por conta de diferenças que ele considera "inconciliáveis", FHC estaria disposto a jogar o partido na oposição frontal a Lula como a única forma de melhorar a imagem de seu governo e ressaltar historicamente suas diferenças para Lula.

Disputa interna

Se perder a eleição domingo, Alckmin deverá repetir a estratégia usada por José Serra após a derrota em 2002 para Lula. Alckmin tem sido aconselhado por seu grupo a pleitear a presidência do PSDB e a manter seu nome como postulante à Prefeitura de São Paulo em 2008.

Nesse cenário, caso seja aclamado pelo partido, Alckmin aceitaria concorrer à prefeitura, desde que tenha o apoio de Serra. Com isso, o presidenciável continuaria como um nome forte para o governo do Estado em 2010 ou até mesmo para a disputa pelo Planalto.

Reservadamente, o grupo de Alckmin aguarda a votação do presidenciável neste segundo turno em Minas para voltar a negociar com Aécio, que aposta no apoio do paulista para comandar a bancada tucana na Câmara a partir de fevereiro.

Se Alckmin novamente perder por uma ampla diferença para Lula, a tendência do grupo será apoiar um nome de Serra ou lançar candidato próprio à liderança. Nesse cenário, a tese da "concertação", da qual o mineiro seria um dos entusiastas perde força, o que fortaleceria Serra e Fernando Henrique.

Serra, de sua parte, tem conversado com os petistas, mas, reservadamente, tem afirmado que não haverá "trégua", apenas "entendimento" sobre questões que interessam a São Paulo e ao governo federal. A estratégia do tucano é manter o principal Estado da União como "contraponto" ao PT.

Fatores externos

Pelo menos dois cenários devem influenciar na maneira como irá se comportar o partido daqui pra frente. Para o PFL, aliado preferencial dos tucanos, a reeleição do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que assumiu o cargo após a renúncia de Serra, passou a ser principal chance de sobrevivência do partido como uma legenda forte (nestas eleições, o partido só conseguiu fazer um governador), o que atrapalharia, por exemplo, uma aliança com os tucanos caso Alckmin seja o candidato do PSDB em 2008.

O outro fator é o desfecho da investigação conduzida pela PF no caso do dossiê contra políticos tucanos. Se for comprovado o envolvimento de petistas, dificilmente o partido poderá dialogar com o Planalto.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u85823.shtml

Deu no Estadão

Quinta-feira, 26 outubro de 2006 - (link)

Abel agilizou verbas para 50 cidades, diz Vedoin

Ação do empresário teria provocado um rombo de R$ 4 milhões no Tesouro em 2002

Fausto Macedo, Sônia Filgueiras

Abel Pereira, o suposto elo do PSDB com a máfia dos sanguessugas, agilizou a liberação de verbas do Ministério da Saúde para cerca de 50 municípios que compraram ambulâncias superfaturadas. A ação de Abel teria provocado rombo de R$ 4 milhões no Tesouro em 2002, último ano do governo Fernando Henrique. O ministro da Saúde, na ocasião, era Barjas Negri, amigo de Abel.

A denúncia foi feita à Justiça por Luiz Antônio Vedoin e seu pai, Darci, donos do Grupo Planam e apontados pela Polícia Federal como criadores do esquema de emendas forjadas.

Empreiteiro de obras públicas em Piracicaba (SP) e fazendeiro em Jaciara (MT), Abel depôs à PF segunda-feira e negou ter atuado como lobista dos sanguessugas. Mas ele caiu em contradições. Uma delas: disse que não era amigo de Barjas.

Os depoimentos dos Vedoin apontam em outra direção. Mostram que Abel tinha livre trânsito no gabinete do ministro. Um exemplo é o caso do ex-prefeito de Jaciara Valdizete Martins Nogueira. Em 2002, Valdizete pediu ajuda a Abel para audiência com Barjas. Em duas semanas, o ministério liberou um dinheiro que estava parado havia 1 ano e 3 meses.

A PF decidiu interrogar os Vedoin porque avalia como 'muito graves' as denúncias que eles relataram à Justiça Federal, semana passada.

Darci Vedoin contou ao juiz Jeferson Schneider, da 2ª Vara Federal, que 'cerca de 50 municípios foram beneficiados com recursos de emendas liberadas por influência de Abel no Ministério da Saúde'. 'O contato de Abel no ministério era o próprio ministro, Barjas Negri', declarou Luiz Vedoin. 'Abel possuía um bom acesso junto ao ministro.'

Segundo os Vedoin, a relação de municípios que Abel apresentou foi preparada 'em acordo' com os parlamentares que fizeram as emendas. Ele disse que Abel exigia entre 3% e 6,5% de comissão por negócio realizado. Abel também cobraria 10% sobre novos empenhos que o ministério programava.

A PF rastreia depósitos em contas das quais o empreiteiro seria beneficiário. Os repasses foram efetuados pela Klass Comércio e Representações, do Grupo Planam. Luiz Vedoin afirmou que os cheques eram emitidos 'a título de adiantamento dos empenhos'. Darci disse que se encontrou em 2002 com Abel em um estacionamento da Câmara dos Deputados e ali acertou o valor da propina. Em dezembro de 2002, eles teriam se encontrado três vezes em um hotel em Brasília. Nesses encontros, Abel teria submetido a Vedoin uma planilha com a lista de municípios com os quais o ministério firmara convênios.

'Pedi ao Abel que fizesse levantamento dos municípios de Alagoas e Mato Grosso para começar', contou Darci. 'A comissão foi paga a Abel, em depósitos e cheques.' Segundo Darci, 'os depósitos eram feitos em nome de terceiros por indicação de Abel.' Luiz Vedoin observou que os pagamentos para Abel foram feitos em favor de Canguru F. Sociedade de Fomento, Data Micro Info, I. Representação Turística Ltda. e Mário J. Martignado. Ele não acusou Barjas de participação no esquema.

Eduardo Silveira Mello Rodrigues, que é advogado de Abel, reafirmou que seu cliente 'jamais recebeu qualquer quantia' dos Vedoin.


http://www.estado.com.br/editorias/2006/10/26/pol-1.93.11.20061026.23.1.xml
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BRU no Bauru (Essa marca tem credibilidade!)

http://brunodebauru.blogspot.com/

Final de feira


Ouvido de tuberculoso

Alckmin não joga a toalha, nem reservadamente, revelam interlocutores. À imprensa, insiste que há um "movimento silencioso nas ruas". Para ele, a vantagem de seu adversário não passa de um dígito. (fonte: Uol Eleições)

O evento do século

Os tucanos chamaram o evento de "comício da vitória" e destacaram a participação de populares e políticos, que apoiaram a candidatura do ex-governador de São Paulo.

"Ontem, o Vale Anhangabaú, que recebeu comícios das eleições diretas, mais uma vez foi palco da democracia brasileira. Milhares de brasileiros participaram da manifestação de arrancada rumo à vitória no domingo", afirmou o narrador do PSDB. (fonte: Terra Eleições)



Aécio não pode comparecer ao "Comício da Vitória"

Aécio Neves (PSDB), no entanto, reeleito governador do Estado com mais de 70 por cento dos votos, não prestigiou o colega na celebração final, mesmo sabendo que sua presença ao lado de Alckmin seria importante para demonstrar força eleitoral a menos de cem horas do "dia D". (fonte: Uol Eleições)

Galego dos óio azul será o grande responsável pela vitória

"Pelo amor de Deus, não deixem o Lula ganhar", pedia o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE). (fonte: Uol Eleições)

Futuro Vice Presidente explica o segredo da vitória

"Só faltam 10 milhões de votos", defendeu o senador José Jorge (PFL-PE), candidato a vice-presidente da chapa do tucano. A marca é quase o tamanho do eleitorado de Minas Gerais. (fonte: Uol Eleições)

Vitoriosos e bem educados

O governador eleito José Serra (PSDB), que praticamente não acompanhou o presidenciável durante o segundo turno, teve lugar cativo na lista de discursos, mas preferiu não atacar Lula diretamente. (fonte: Uol Eleições)

A fé removeu as montanhas

“A diferença não é grande, nas nossas avaliações é de um dígito. Temos tudo para transformar nesta reta de chegada”, disse Alckmin. Ele chamou o presidente de “arrogante” por ele dar como certa a vitória no domingo. “Vamos tirar a diferença nos próximos quatro dias”. (fonte: G1.com.br)

Moleza: “Só faltam 25%”

Em seu discurso, o candidato a vice-presidente, José Jorge (PFL), também apostou na virada. “Só faltam 25%”, disse, após afirmar que no primeiro turno sua chapa alcançou 40 milhões de votos e que ele acredita ser necessário alcançar 52 milhões para vencer a eleição. (fonte: G1.com.br)

Vale do Anhangabaú

Novo recorde de público no Vale do Anhangabaú, depois do Comício das Diretas, em abril de 1984, que teve cerca de 1,5 milhão de pessoas, o "Comício da Vitória" foi ligeiramente mais modesto, mesmo assim grandioso, atingindo quase 5 mil pessoas, sem contar as do palanque. (fonte: G1.com.br)

quarta-feira, outubro 25, 2006

Deu no Terra - Eleições 2006

Quarta, 25 de outubro de 2006, 16h00 (link)

PSDB já admite derrota e culpa marqueteiros
Maria Clara Cabral
Direto de Brasília

Faltando três dias para o segundo turno das eleições e com a pesquisa Datafolha apontando 21 pontos de vantagem para o candidato Luiz Inácio Lula da Silva, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) já admite uma derrota de Geraldo Alckmin e tenta achar culpados para o desempenho do tucano. Em sua opinião, um dos pontos que mais pesou contra o ex-governador de São Paulo foram os programas eleitorais.

"O programa de Alckmin é claramente inferior ao de Lula", admitiu o senador. Para ele, em um país tão grande como o Brasil e com os novos termos da campanha, sem showmícios, por exemplo, os programas eleitorais fazem toda a diferença. "O programa tem que ser criativo, inovar todos os dias. Mostrar emoção e indignação. Não pode falar de crise lendo um teleprompter", afirmou.

Apesar das críticas, Álvaro Dias admitiu que agora não há mais tempo de fazer alteração que mude a opinião do eleitor. O senador afirmou também que teve diversos encontros com os marqueteiros responsáveis pela camapanha - encabeçada pela empresa GW, de São Paulo - propondo as mudanças. "Mas os marqueteiros se consideram muito acima dos candidatos", criticou.

"Os programas não estavam no nível de Alckmin. Se perdemos a eleição não foi por causa do candidato, pois ele tem todas as qualidades". Um dos exemplos dado pelo senador do que poderia ter sido diferente foi o modo de tratar o caso dossiê. Em sua opinião, o programa não deveria ter usado todos os dias indagações sobre a origem do dinheio que seria usado para comprar o dossiê contra o governador eleito de São Paulo, José Serra, mas sim, fazer afirmações.

"A campanha deles (do governo) não fez perguntas sobre privatizações, eles afirmaram. Nós também tínhamos que ter afirmado que o dinheiro era de responsabilidade de Lula", disse. "Faltou estratégia e comunicação competente", resumiu.

Redação Terra

http://noticias.terra.com.br/eleicoes2006/interna/0,,OI1211666-EI6652,00.html

terça-feira, outubro 24, 2006

Deu no Uol Economia


24/10/2006 - 14h26 (link)

Média de juro bancário para pessoa física é a menor desde junho de 1994

BRASÍLIA - A taxa média do juro bancário caiu em setembro para 41,5% anuais, o menor patamar desde junho de 2000. Nos empréstimos a pessoas físicas, baixou para 53,8%, o menor nível desde junho de 1994.

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Altamir Lopes, admite que as taxas ainda são " um pouco elevadas " . Mas pondera que " são as mais baixas da série histórica " apurada pelo BC.

Ele destaca que, embora devagar, os bancos têm seguido a trajetória de cortes na taxa básica Selic, iniciada em setembro de 2005. Mas lembra que, nos 12 meses terminados em setembro deste ano, enquanto a Selic caiu 5,75 pontos percentuais, o juro médio cobrado pelos bancos teve queda maior, de 6,6 pontos percentuais.

" O que esperamos é que eventuais cortes na Selic se reflitam nas taxas ao consumidor " , justifica o técnico.

Em algumas operações, entretanto, os reflexos do corte do juro básico são mais lentos. Como no crédito direto ao consumidor para aquisição de eletroeletrônicos, que subiu 1,6 ponto percentual em relação a agosto. Essa taxa média ficou em 61% anuais, a mais alta desde dezembro de 2005 (65,2%).

Segundo o técnico do BC, o custo dos empréstimos, principalmente a taxas prefixadas, demora mais a cair. Isso por ter influência mais acentuada pelo spread, que é a diferença entre o custo de captação e o ganho dos bancos ao emprestar o dinheiro.

" Esse aumento reflete a alta do spread " , disse Lopes. Sobre agosto, o spread geral subiu 0,3 ponto percentual, situando-se em 27,8% ao ano. Segundo ele, às vezes os bancos pagam mais para captar e repassem " aos pouquinhos " , essa elevação de custos para os empréstimos.

Houve ainda no mês passado uma ligeira alta nas taxas de inadimplência. A média saiu de 5% para 5,1%, enquanto o nível de atrasos em vencimentos superiores a 90 dias aumentou 0,2 ponto percentual, tanto nas operações de pessoas físicas quanto de jurídicas. A carteira de pessoas físicas teve inadimplência elevada de 7,6% para 7,8%. Entre as empresas, saiu de 2,5% para 2,7%.

Lopes afirmou, porém, que esse incremento na inadimplência " não preocupa " o sistema financeiro, pois decorre do aumento da base de tomadores de crédito. " Isso não deve levar a um aumento nas taxas cobradas dos empréstimos " , afirmou ele.

(Azelma Rodrigues/Valor Online)

http://noticias.uol.com.br/economia/ultnot/valor/2006/10/24/ult1913u59345.jhtm

Deu no blog do Estadão

por Paulo Moreira Leite, Seção: brasil às 08:16:03. ( link)

Lula tem maioria 300 votos no novo Congresso


Apareceu uma novidade nas previsões para um eventual governo Lula. A soma das bancadas que alinhadas com Lula chega a exatamente 300 votos na Câmara, uma maioria bem razoável para tocar os trabalhos no dia-a-dia. Verdade que esta contabilidade inclui toda a bancada do PMDB e é possível imaginar que uma parte dela irá manter uma certa independência. Claro que podem ocorrer mudanças de lado, aqui e ali -- mas, como se sabe, todo governo tem uma considerável força de atração sobre parlamentares.

Mesmo com todos os descontos ee ressalvas, é uma situação mais confortável que a de 2002. Há quatro anos, o governo Lula poderia ter consolidado a maioria parlamentar de duas maneiras: com um acordo com o PMDB, como queria o ministro José Dirceu; ou com um acordo do varejo, que produziu o mensalão de horrível memória. Mesmo na oposição, há quem aposte que o PT aprendeu com o passado e não ousará repetir os erros anteriores. Pode ser. Mas a experiência recentíssima do dossiê demonstra que o PT não costuma decepcionar seus críticos mais pessimistas.

http://blog.estadao.com.br/blog/index.php?blog=22
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BRU no Bauru (Essa marca tem credibilidade!)

http://brunodebauru.blogspot.com/

Deu na Tribuna da Imprensa



Terça-feira, 24 de outubro de 2006


Advogado de Suzane terá que depor ao MP sobre contas

O advogado Denivaldo Barni, defensor de Suzane von Richthofen e procurador da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), disse estar "inconformado com as insinuações lançadas contra sua pessoa", que o envolvem em supostas contas da família da jovem na Suíça.

Ele será ouvido na sexta-feira pelo Ministério Publico Estadual (MPE) em ação que investiga denúncia sobre existência de duas contas em nome de Manfred, Marísia e Suzane von Richthofen no Discount Bank and Trust Company (DBTC), hoje Union Bancaire Privee. Há suspeita de que o dinheiro dessas contas tenha sido desviado de obras do Rodoanel Mario Covas.

O Ministério Público Federal abriu duas investigações, uma criminal e outra civil, de improbidade administrativa. Barni considerou 'injustas e ilegais' as acusações de que faz a defesa de Suzane por estar interessado no inventário da família Richthofen. O advogado disse que já entrou em contato com o promotor Eduardo Rheingantz, que tentava notificá-lo sobre a audiência de sexta-feira, na Promotoria de Justiça e Cidadania. "Ele disse que já se declarava intimado, uma vez que soube da data do depoimento pela imprensa", explicou ontem o promotor.

Ha também pedido de explicação feito por Barni junto ao Tribunal de Justiça (TJ) contra os promotores Roberto Tardelli e Nadir de Campos Junior. Ele afirmou que ambos teriam extrapolado suas funções ao comentar em evento do Ministério Público as investigações sobre as contas na Suíça e teriam envolvido<

domingo, outubro 22, 2006

Do Diário de Cuiabá



SANGUESSUGA

Até transporte escolar

Investigações em prefeituras de MT mostram que máfia também fraudava licitação para compra de ônibus usados na Educação

RODRIGO VARGAS
Da Reportagem

Irregularidades em convênios entre o Ministério da Educação e nove prefeituras de Mato Grosso abriram uma nova linha de investigação sobre as ações da quadrilha desmontada pela Operação Sanguessuga. Os valores apurados, que se destinavam à compra de veículos para o transporte escolar, superam os R$ 500 mil.


De acordo com um levantamento divulgado pela Controladoria Geral da União (CGU) - obtido a partir de seu programa de fiscalização por sorteios públicos -, os indícios apontam para a participação de sete empresas relacionadas diretamente ao esquema montado a partir do grupo Planam, liderado pelo empresário Darci José Vedoin.

A CGU detectou nos convênios com o MEC os mesmos procedimentos empregados no esquema de desvio de recursos destinados à compra de ambulâncias: licitações fraudulentas, entrega de veículos em desacordo com o solicitado em edital e a liberação de valores mesmo antes da entrega.

A suspeita foi confirmada pelo procurador da República Mário Lúcio Avelar, e pelo delegado da Polícia Federal, Tardelli Boaventura, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Sanguessugas, na última terça-feira.

A reportagem teve acesso à informações referentes a oito dos nove municípios que caíram na malha fina. O relatório sobre Nova Brasilândia, que também teria irregularidades semelhantes, será divulgado nos próximos dias.

Das nove licitações investigadas, oito foram vencidas pela Santa Maria Comércio e Representação Ltda, empresa de fachada aberta pelo empresário Luiz Antônio Trevisan Vedoin, que é sócio-proprietário da Planam Comércio e Representações Ltda - vencedora da licitação restante.

As demais empresas citadas foram a Torino Comércio de Veículos Ltda, Ideal Automóveis Ltda, Esteves e Anjos Ltda, Enir Rodrigues de Jesus EPP e Unisau Comércio e Indústria Ltda. Esta última, de acordo com as investigações da PF, seria vinculada ao empresário Ronildo Pereira Medeiros, acusado de também integrar o esquema.

IRREGULARIDADES – O maior número de convênios suspeitos foi encontrado pela CGU na prefeitura de Pontes e Lacerda (483 quilômetros de Cuiabá). No período entre 2001 e 2003, foram realizadas duas licitações para a compra de ônibus escolares.

Uma delas foi vencida pela Santa Maria, tendo como concorrentes as empresas Torino e Enir Rodrigues de Jesus. Outra foi vencida pela Planam, superando as propostas da Unisau e da Esteves e Anjos. Ao todo, a prefeitura pagou R$ 146 mil. Mas não levou.

De acorro com a CGU, em um dos casos o veículo entregue tinha mais de um ano de uso - quando o edital exigia um modelo zero quilômetro. No outro processo licitatório, o ônibus adquirido, mesmo após o pagamento de uma parcela de R$ 50 mil, não havia sido entregue. As irregularidades envolvendo as verbas destinadas ao transporte escolar foram descobertas a partir dos sorteios do programa de fiscalização especial da CGU. Iniciado em 2003, o programa já submeteu mais de mil municípios a uma operação pente fino em convênios federais.

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As coisas estão bem claras lá em Mato Grosso. Quem leu a matéria viu as datas de quando foram liberados os recursos e feitas as licitações fraudulentas. Aqui em São Paulo havia um irmão de um envolvido que atuava tanto na saúde como na educação, cobrava um pouco mais caro, mas vendia o pacote completo.

Para confirmar é simples: abrir as contas da prefeituras e criar um banco de dados onde se cruzem todas as compras de ônibus, de ambulâncias e equipamentos de saúde, e verificar os vencedores e os preços praticados. Depois disso é só chamar os responsáveis para conversar na polícia federal que eles abrem o bico rapidinho.

Da revista Istoé

01/10/2006

CPI dos Sanguessugas

O rastro de Abel Pereira, amigo dos tucanos, no Ministério da Saúde


Dossiê
No rastro de Abel

Polícia já tem contratos que mostram as promíscuas relações do empresário amigo dos tucanos no Ministério da Saúde

Por Rodrigo Rangel e Hugo Marques

Abel Pereira, o discreto empresário de Piracicaba (SP) que há três semanas ganhou notoriedade nacional ao ser apontado como o operador da máfia dos sanguessugas na gestão tucana no Ministério da Saúde, já não é tão desconhecido da Polícia Federal. Das primeiras investigações feitas a partir das denúncias da família Vedoin a ISTOÉ começaram a emergir os negócios que unem em uma mesma corrente Abel, os Vedoin e Barjas Negri, atual prefeito de Piracicaba e ex-ministro e secretário executivo do Ministério da Saúde. Trata-se da liberação de quase R$ 500 mil para a ampliação do hospital da cidade de Jaciara, no interior do Mato Grosso, onde Abel possui uma fazenda. Foi o próprio Abel quem intercedeu junto ao Ministério para que o dinheiro saísse. Tarefa que conseguiu realizar em apenas 12 dias. A pressa certamente se deve ao fato de que menos de 30 dias depois um novo governo tomaria posse. O projeto do convênio da Prefeitura de Jaciara foi cadastrado no Ministério da Saúde em 6 de dezembro de 2002 e em 18 de dezembro o convênio prevendo a liberação de R$ 495 mil foi assinado por dois amigos de Abel: Barjas Negri, o então ministro da Saúde, e Valdizete Martins Nogueira, o prefeito de Jaciara.

Além da velocidade em abrir os cofres do Ministério, a PF também já descobriu que Abel operou simultaneamente em Brasília e no interior mato-grossense. Em 24 de dezembro, quando o Ministério entregou os R$ 495 mil, Abel participava sozinho de uma licitação para ganhar a obra em Jaciara. Uma de suas empresas, a Construtora e Pavimentadora Cicat Ltda., saiu de Piracicaba e foi fazer o serviço em Mato Grosso. Dias depois, em janeiro de 2003, empresas do grupo Planam, segundo os Vedoin, fizeram depósitos bancários na conta do prefeito Valdizete no Banco do Brasil, a pedido do empresário de Piracicaba. O contrato entre a prefeitura e a empresa de Abel foi assinado em 21 de março de 2003 e ao dinheiro repassado por Brasília o município somou outros R$ 55 mil como contrapartida. Da verba total, R$ 414 mil foram destinados a ampliar em 747 metros quadrados o hospital local, obra pela qual Abel ficou responsável. O restante foi destinado à compra de equipamentos. E quem ficou com esse contrato de R$ 136 mil? A empresa Manoel Vilela de Medeiros, de propriedade de Ronildo Medeiros, sócio de Darci e Luiz Antônio Vedoin, os donos da Planam, a empresa chefe da máfia das ambulâncias.

Na terça-feira 26, a Polícia Federal e o Ministério Público abriram o inquérito que investiga as atividades de Abel Pereira e suas relações com o ex-ministro Barjas Negri. Já descobriram que nos arquivos do Ministério da Saúde não existe mais a memória das audiências do ex-ministro. A agenda de Barjas simplesmente desapareceu. Com ela, foi-se a possibilidade de conferir quem freqüentava seu gabinete, mas o que não faltam são pistas para serem seguidas. Na entrevista concedida a ISTOÉ, os Vedoin descreveram como o empresário agia e, à Justiça, os donos da Planam, apresentaram documentação bancária para comprovar o que disseram. Eles entregaram cheques que totalizam R$ 601,2 mil, que teriam sido entregues ao próprio Abel. Também apresentaram uma série de depósitos bancários que teriam feito a pedido de Abel. É a partir dessa documentação que a PF, o MP e a CPI dos Sanguessugas iniciam suas investigações. “As provas são suficientes para que as investigações sejam aprofundadas”, sentenciou o presidente da comissão, deputado Antônio Carlos Biscaia, do PT do Rio de Janeiro. “A documentação envolve o ex-ministro Barjas Negri e Abel Pereira de forma contundente”, prosseguiu ele, logo após analisar os documentos enviados à CPI pela Justiça Federal de Mato Grosso. Até o PSDB admite haver o que investigar. “Independentemente de o Abel ser vinculado ao Barjas ou ao PSDB, não há dúvidas de que ele deve ser ouvido”, disse a ISTOÉ o deputado Carlos Sampaio (SP), sub-relator da comissão de inquérito.

Outro mistério a ser desvendado é por que Abel tinha tanto interesse em falar com os Vedoin dias antes de eles revelarem a ISTOÉ o lado tucano do esquema sanguessuga. Grampos telefônicos feitos pela PF nos telefones dos chefes da máfia mostram que Abel conversou com os Vedoin às vésperas da entrevista a ISTOÉ, o que reforça a suspeita de que o empreiteiro tentou cooptá-los. A PF suspeita que os donos da Planam estavam fazendo jogo duplo. De um lado, negociavam com o PT um punhado de fotos e um vídeo vazio, que afirmavam comprometer o ex-ministro José Serra. De outro, conversavam com Abel, que tinha pleno interesse em manter os Vedoin calados diante dos tucanos. Na quarta-feira 27, até o presidente Lula se manifestou: “A essência é que o Barjas Negri está envolvido nisso. Quando falam o nome dele, não falam Barjas do PSDB. Quando tem alguém do PT, é do PT.”

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É como diz o Lula: o Barjas está envolvido, mas ninguém diz "o Barjas do PSDB", mas se fosse alguém do PT, aí sim, "fulano de tal, do PT", mesmo que seja alguém que alguma vez na vida passou na frente de algum diretório do partido.