sábado, outubro 21, 2006

Deu no Ucho.info



Fogo amigo (link)

O que uma conhecida revista semanal publicou em sua última edição, os leitores do ucho.info sabem há muito tempo.

Que Geraldo Alckmin é um fervoroso integrante da Opus Dei, vertente radical da Igreja Católica que comanda o Vaticano há décadas.

A reportagem, que rotula a primeira-dama paulista como também integrante da facção religiosa, traz a informação, já aqui divulgada, que o sogro de Lu Alckmin foi peça importante na realização de seu casamento com o governador de São Paulo, pois solicitou à Santa Sé a anulação de seu primeiro matrimônio, fato que noticiamos em 2002.

Acontece que a publicação semanal esqueceu de divulgar os verdadeiros motivos da dissolução das primeiras núpcias de Dona Lu, situação que até hoje incomoda o carola Geraldo Alckmin.

http://www.ucho.info/1034.htm

Aí já é demais!


Deu na Folha

21/10/2006 - 19h01

Prefeito pefelista faz campanha para Lula em Ato Nordestino

RAIMUNDO DE OLIVEIRA
da Folha Online

O Ato Nordestino promovido pelo PT na tarde deste sábado em São Miguel Paulista, zona leste de São Paulo, teve uma participação inusitada: a do prefeito de Araçariguama (50 quilômetros a oeste da capital), Carlos Aimar. Ele, que exerce o segundo mandato como prefeito, é filiado ao PFL, partido que fez aliança nacional com o PSDB de Geraldo Alckmin.

Aimar afirmou que passou a apoiar o PT e o governo de Luiz Inácio Lula da Silva porque "foi melhor tratado pelos petistas do que pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso". Ele também disse que não recebeu o mesmo tratamento de Alckmin quando este foi governador de São Paulo.

"Fiz uma comparação do governo FHC e do picolé de chuchu [Alckmin] --dos quais nunca consegui nada para a minha cidade-- com o governo de Lula, que apoiou a instalação de uma empresa de grande porte na minha cidade", disse o prefeito pefelista.

Ele disse que recebeu ajuda do governo petista mesmo sendo de outro partido. "Eu sou prefeitinho de uma cidade que só tem 10.000 eleitores. São 20 mil habitantes apenas. E quando fui pedir ajuda ao governo federal ninguém me perguntou qual era o meu partido. O presidente Lula e o ministro Jacques Wagner [governador eleito na Bahia e ex-ministro do Trabalho e Emprego e das Relações Institucionais] me ajudaram a levar desenvolvimento para Araçariguama."

Segundo ele, 84% da população da cidade é nordestina e a instalação da empresa que ele diz que o governo Lula o ajudou a instalar na cidade gerou 4.300 empregos. Aimar afirmou também que atualmente a taxa de desemprego na cidade é de 3%.

O prefeito pefelista disse que não teme represálias da cúpula do PFL por fazer campanha para Lula. Ele afirma que pretende continuar a colaborar com a reeleição do petista. "Se quiserem me expulsar [do PFL], podem me expulsar. Mas eu vou continuar a fazer campanha para o Lula e para o PT", completou.

CARLOS HEITOR CONY




O golpe das privatizações


A questão das privatizações voltou ao debate político, trazida pelo PT, que encontrou em seu adversário eleitoral, o candidato Geraldo Alckmin, um único pecado realmente grave: é do PSDB, partido que no governo desastrado de FHC privatizou empresas e só não vendeu o Pão de Açúcar porque não encontrou comprador.

Em principio, não sou contra as privatizações, algumas delas eram necessárias e trouxeram benefícios à economia nacional.

Contudo, o processo que presidiu as privatizações foi um escândalo dos maiores de nossa história. Os intermediários, corretores, conselheiros e economistas ganharam fortunas vendendo na bacia da almas alguns nacos do patrimônio nacional.

A oposição da época não encontrou um eixo comum para CPIs que investigassem os lances que presidiram cada processo. Funcionários de alto escalão foram sacrificados e tudo ficou por isso mesmo. De maneira que, quando se fala em privatização, não se condena a privatização em si, mas o ritual viciado que opera no subsolo das tratativas e protocolos.

Isso sem falar na empulhação do governo de então, que garantia pagar as dívidas do Brasil com o dinheiro da venda de gigantes como a Vale do Rio Doce e outras. Pagando as dívidas, garantia FHC, sobraria dinheiro para investimentos em saúde, educação, transporte, moradia e segurança, promessas de sua campanha eleitoral que ficaram em promessas. (É preciso lembrar que durante a referida campanha, nenhum tucano falava em privatização).

Com o pecado original de pertencer ao PSDB, Alckmin pega as sobras de um dos maiores escândalos da nossa vida pública. Ele garante que não privatizará nada. Não importa: de qualquer forma não será eleito.

Jacaré escancara a boca!




Ainda sobre o Ibope de ontem:

Terra - Eleições 2006

Sexta, 20 de outubro de 2006, 22h45

Alckmin cai para menos do que teve nas urnas ( link)

Pesquisa Ibope para o segundo turno divulgada nesta sexta-feira pelo "Jornal Nacional" mostra que a vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o candidato do PSDB Gerlado Alckmin nos votos válidos cresceu ainda mais, subindo para 24 pontos percentuais. O levantamento confirma a tendência registrada até agora. Lula tem 62% e Alckmin 38%.

Após o primeiro turno, quando Lula obteve 48,61% dos válidos e Alckmin 41,64%, esta diferença de 7 pontos percentuais entre os dois aumentou a cada pesquisa.

No primeiro levantamento do segundo turno, divulgado em 6 de outubro, o Datafolha registrava Lula com 54% dos votos e Alckmin com 46% das intenções.

Quatro dias depois, em 10 de outubro, o mesmo instituto registrou um crescimento de quatro pontos percentuais na vantagem entre os candidatos nos votos válidos. O petista teve 56% contra 44 do tucano.A diferença foi de 8 para 12 pontos.

Mais dois dias se passaram e o Ibope confirmou a tendência em sua primeira pesquisa do segundo turno. Mostrava o presidente com 57% dos válidos contra 43 do ex-governador paulista. Vantagem de 14 pontos.

Em 17 de outubro, o Datafolha soltou seu terceiro levantamento após o primeiro turno, indicando que a vantagem, uma semana depois da pesquisa anterior, havia crescido oito pontos percentuais. Lula ficava com 60% dos válidos enquanto Alckmin tinha 40%. A diferença chegou a 20 pontos.

O Ibope desta sexta-feira confirmou a tendência. Agora, o petista registra 62% contra 38% do tucano. A distância entre os dois subiu para 24 pontos percentuais, o que projeta uma vantagem de mais de 20 milhões de votos para Lula. Os 38% de Alckmin, considerada a margem de erro, indicam intenção de voto inferior à votação obtida pelo tucano no primeiro turno (41%).

Também foi registrado um crescimento na aprovação do governo, que foi de 57% na pesquisa anterior para 63% na atual.


http://multimidia.terra.com.br/jornaldoterra/eleicoes2006/interna/0,,OI82636-EI5767,00.html

Ibope de ontem



Terra Eleições 2006

Sexta, 20 de outubro de 2006, 20h26


Ibope: Lula amplia em 10 pontos vantagem sobre Alckmin ( link)

A segunda pesquisa Ibope para o segundo turno das eleições presidenciais, divulgada na noite desta sexta-feira pelo Jornal Nacional, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou em dez pontos a vantagem sobre seu adversário, Geraldo Alckmin (PSDB). Lula lidera com 62% dos votos válidos. Alckmin aparece com 38%. O levantamento divulgado em 12 de outubro mostrava Lula com 14 pontos de vantagem em relação ao tucano, agora são 24. Nos votos válidos são descontados os percentuais de brancos, nulos e indecisos. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 198 municípios entre os dias 17 e 20 de outubro. A pesquisa, encomendada pela Rede Globo, foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 22600/2006.

Na comparação com a pesquisa anterior, Lula ganhou cinco pontos e subiu de 57% para 62%. Conseqüentemente, Alckmin perdeu cinco pontos e caiu de 43% para 38%.

Considerando-se os votos totais, Lula subiu cinco pontos desde 12 de outubro, indo de 52% para 57%. Já Alckmin perdeu quatro pontos e baixou de 40% para 36%. Brancos e nulos também caíram, de 4% para 3%. Não sabem ou não opinaram se mantiveram em 3%.

http://noticias.terra.com.br/eleicoes2006/interna/0,,OI1203957-EI6652,00.html

Deu no blog do Paulo Henrique Amorim



21/10/2006 09:41h

A POLÍCIA FEDERAL NÃO É A DE FHC


Paulo Henrique Amorim

A leitura do relatório do Dr. Diógenes Curado Filho, delegado da Policia Federal em Cuiabá, Mato Grosso, é uma rara peça de profissionalismo.

Torna desnecessário o empenho dos senadores Tasso Jereissati e Jorge Bornhausen (senador até 31/XII/2006) em fazer com que a OAB e o Ministro Marco Aurélio Mello, presidente do TSE, apurem o que aconteceu com a máfia dos sanguessugas – no que concerne ao papel do indiciado Gedimar Pereira Passos.

A parte referente ao papel de José Serra e Barjas Negri, na companhia do empresário Abel Pereira, deve ficar para investigação posterior.

O que é animador é a forma implacável com que um policial de uma instituição republicana investiga membros do Partido do Presidente da Republica.

Todo brasileiro deveria se orgulhar de ter uma Policia Federal que não parece se intimidar com a possibilidade de subir a rampa do Palácio do Planalto.

É muito diferente do que acontecia no Governo Fernando Henrique Cardoso.

O herói da privatização tucana, Daniel Dantas, jantou no Palácio do Alvorada com o Presidente Fernando Henrique Cardoso, num domingo, no inicio de 2002.

O resultado desse ágape é que o delegado da Policia Federal do Rio que investigava a privatização foi afastado e removido para a Ilha do Diabo, na companhia do Capitão Dreyfus.

Pouco depois, Luis Leonardo Cantidiano foi indicado para a Presidência da CVM, ele que era advogado de Dantas e um dos arquitetos do modelo de privatização.

E houve a "Noite de São Bartolomeu", em que morreram decepados os diretores da Previ que se opunham a Dantas.

E ainda dizem que "nada mudou".

Notícia velha




Estava no blog antigo

PFL denuncia: "Houve corrupção no governo Alckmin"

( http://cartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=11307 )


ATÉ QUE A MORTE OS SEPARE?

PFL denuncia: "Houve corrupção no governo Alckmin"

Que o casamento PSDB/PFL está em crise não é segredo. Em são Paulo, porém, o aliado de longa data do PSDB, o deputado estadual pelo PFL-SP, José Caldini Crespo, traz a lavanderia para as ruas, expõe a roupa suja e diz que o mal dos tucanos é "a prepotência". Em sua avaliação, "O PSDB está indo para Nova York discutir o Brasil. Curioso, né?".

Maurício Reimberg – Carta Maior


SÃO PAULO - "Partido prepotente", que "não gosta de dividir o poder". A crítica, vinda do Partido da Frente Liberal (PFL), contém um elemento inusitado. O alvo dos ataques é o PSDB, tradicional aliado político desde 1994.

O deputado estadual José Caldini Crespo (PFL), presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Assembléia Legislativa de São Paulo, afirma que "tucanos xiitas" relutam em aceitar o PFL como "efetivo parceiro". Crespo é autor do requerimento para a formação de CPI com a finalidade de auxiliar o Ministério Público na investigação de 973 contratos irregulares firmados pela administração estadual entre 1997 e 2005 , durante a gestão Covas e Alckmin. Todos os contratos foram considerados irregulares pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), Departamento de Estradas de Rodagem ( DER), Metrô (Companhia do Metropolitano), Fundação para o Desenvolvimento da Educação ( FDE), Desenvolvimento Rodoviário (Dersa), Companhia de Saneamento Básico ( Sabesp) e Banco Nossa Caixa (NCNB) foram os setores da administração estadual que mais irregularidades cometeram. Crespo estima que o prejuízo ao tesouro paulista pode chegar a R$ 2 bilhões.

O atrito atingiu o seu ápice após os recentes ataques do PCC, em São Paulo. O atual governador Cláudio Lembo (PFL) reclamou da falta de solidariedade dos tucanos diante dos incidentes. Em entrevista à Carta Maior, Crespo explica a maior crise da história da aliança PSDB-PFL.

CM - O PFL há mais de dez anos tem uma aliança nacional com o PSDB. Só que, na última eleição para a Mesa diretora da Assembléia paulista, o partido se rebelou e elegeu Rodrigo Garcia presidente. Queria que o senhor contasse um pouco dessa mudança. Para onde ela caminha?

CC - Na campanha eleitoral de 1994, quando se elegeu pela primeira vez o governador Mario Covas, o PFL se alinhou ao PSDB. Foi uma aliança absoluta, mas não significa que o PFL tenha a obrigação de estar sempre coadjuvando o PSDB. Na eleição para a mesa diretora da Assembléia, o deputado Rodrigo Garcia lançou-se com nosso apoio. Sofremos todo tipo de retaliações do governo, principalmente do secretário Arnaldo Madeira. Ele cometeu desatinos, um atrás do outro, durante o processo eleitoral. O Palácio nos tratou como subordinados. O deputado Edson Aparecido [o candidato oficial] perdeu por um voto. O PFL, nestes últimos dez anos, ajudou o governo até em momentos de desgaste, mas não fomos reconhecidos. Também percebemos que o PSDB não nos trata como parceiros. Eles não aceitaram a derrota. Que raio de derrota foi essa? Ganhou um deputado da situação, do governo, que era parceiro! E tem feito serviços melhores do que qualquer deputado tucano fez nos biênios anteriores. Nós nos sentimos magoados pela forma prepotente do PSDB, a partir do senhor Madeira, mas também por outro grupo de tucanos. Há tucanos razoáveis e tem tucanos muito xiitas, que não aceitam o PFL como efetivo parceiro.

CM - É o caso de ruptura?

CC - Pelo menos neste ano, não. Nossa insatisfação não é no campo ideológico e programático. O PSDB tornou-se, cada vez mais, um partido que não quer dividir o poder. Quando surgiu um primeiro momento delicado, cadê os tucanos? Sumiram. Covas e Alckmin vinham dizendo que não havia PCC, que era um problema lá do Rio de Janeiro. Se fosse há dez anos atrás, você poderia resolver o problema com menos dificuldades. Esse foi o desabafo do professor Lembo. Quando estávamos ao lado deles, nos desgastando, eles mal agradeceram. Agora, em que poderiam estar do nosso lado, eles desapareceram. Nem telefonema deram. Se os tucanos não tomarem um banho de humildade, a ferida vai aumentar e um dia poderá haver uma ruptura.

CM - O senhor disse que essa ferida foi aberta pela prepotência e pela subordinação.

CC - Mas não a nossa subordinação. Eles nos enxergam como coadjuvantes. Hoje isso ficou mais claro. Somos parceiros do mesmo nível, ou seja, quando as circunstâncias ensejam o PFL ser presidente da Assembléia, eles deveriam ter aceitado isso. Pelo menos uma vez em cinco, desde o início do governo Covas. Eu votei cinco vezes em candidatos tucanos para presidente da Assembléia. Por que um parceiro não poderia ser o presidente? É uma parceria que vai mal.

CM - Há aliança entre o PFL e o PT dentro da Assembléia?

CC - Nunca houve. O PFL de São Paulo segue a orientação nacional. É adversário figadal do PT. O PT votou no Rodrigo Garcia. Não sei se eles tiveram que pedir ordem para a direção nacional. Houve um acordo para a composição da mesa. Não foi uma aliança. O PT, em biênios do PSDB, já fazia parte da mesa, porque é uma grande bancada. O princípio da proporcionalidade é algo a ser observado. O PT participa no segundo cargo, que é o de primeiro secretário. A pergunta poderia ser dirigida ao PT: por que o partido votou no Rodrigo? Nós continuamos adversários, mas soubemos nos unir para evitar o mal maior na ocasião, que seria a eleição do Edson Aparecido.

CM - Em plano nacional, essas mudanças sinalizam que o PFL está buscando um melhor lugar na chapa do PSDB, com o Alckmin, ou existe a possibilidade de se tentar um vôo solo?

CC - A amarração nacional é muito complexa. Pela verticalização, todos os partidos dependem de superar problemas nos Estados também. Em termos da campanha nacional, já está praticamente sacramentado. O José Jorge deverá ser o nosso candidato à vice. Para ganhar ou para perder. Alckmin não vai indo bem nas pesquisas. Ao que tudo indica, vamos perder a eleição presidencial, mas vamos ficar como parceiros. Se o barco afundar, nós vamos afundar junto com Alckmin. Só que a recíproca, infelizmente, não tem sido verdadeira.

CM - O senhor preferiria que o PFL tivesse candidato próprio a presidente?

CC - Sempre acho que é bom, mas estarei na campanha do Alckmin. Ainda não engoli, até hoje, aquela má-fé do Serra contra a Roseana Sarney. Ela seria hoje a presidente do Brasil, não fossem aquelas atitudes. Ela foi inocentada depois de alguns meses. Agora o Serra será o nosso candidato a governador. Tudo bem, política é como as nuvens do céu, a gente tem que se adaptar a isso. Já engoli esse sapo.

CM - Como o PSDB a conseguiu barrar todos os pedidos de CPIs em São Paulo?

CC - O problema deles é a prepotência de boa-fé. Estão no governo a tanto tempo, que se consideram acima de qualquer suspeita. Isso não é verdade. Eles não são melhores que nenhum partido. Sou autor de uma dessas solicitações de CPI. Ela deve ser instalada, doa a quem doer, porque se ela for leviana, a sociedade e a mídia vão perceber, então a própria CPI será condenada. O regimento prevê que só possam existir cinco CPIs simultaneamente. Nós não temos nenhuma! A prepotência do PSDB nestes últimos anos coincide com a eleição do Rodrigo. No governo Covas os tucanos ainda não eram tão prepotentes. Tínhamos algumas CPIs que levantaram suspeitas sobre atitudes deles. Mas essa prepotência aumentou de tal forma, que eles realmente estão acreditando que são melhores do que os outros. Alguém tem de mostrar para eles. Nós estamos tentando, mas eles estão no poder. O Lembo está terminando um governo eleito há três anos atrás. Não seria ético ele fazer uma mudança radical. Equipes de tucanos estão lá, algumas vezes, trabalhando em favor de Alckmin, e não de Lembo.

CM - Quais as denúncias que justificam a instalação da sua CPI?

CC - Acabei me tornando, em razão da eleição do Rodrigo, o presidente da comissão mais importante da Casa, a Comissão de Finanças e Orçamento. Chegando lá, descobri estantes lotadas de processos do Tribunal de Contas, cuja função é analisar contratos de repartições estaduais. Eram quase mil documentos sobre irregularidades que estavam escondidos. Então, dei parecer em todos eles e os despachei para o Ministério Público, pedindo providências cíveis e criminais cabíveis. Na CDHU, principalmente, estavam as estripulias do senhor Goro Hama. Elas foram tão grandes, que o governador Covas, que o queria tão bem, deu sumiço nele. O Goro Hama não foi punido. Nem sei se ele mora no Brasil ainda. São 973 contratos irregulares levantados pelo TCE. Por que isso nunca veio a público? Porque o caminho eram os contratos irregulares levantados pelo TCE, mas os tucanos sempre mandaram na Assembléia. Não dá pra dizer que foi uma falha. É crime. Há todas as provas, são calhamaços de meio metro de altura, em cada um desses processos.

CM - Há desvio de verbas?

CC - Há superfaturamento e irregularidades na licitação. Algumas vezes, não se fez a licitação como deveria, outras vezes a licitação favorece uma empresa em relação à outra, o que também é crime. Em outros casos você superfatura, há aditivos maiores que 25%. Não sei qual vai ser a atitude do Geraldo Alckmin se a CPI for instalada e chegar nos seus resultados. De duas uma: ou ele assume pra si, ou vai dizer que não sabia de nada, vai colocar a culpa em alguém, o que também é possível. Que o governo dele cometeu crimes, cometeu, tenho certeza disso.

CM - O ex-governo Alckmin foi mal assessorado ou praticou atos de corrupção?

CC - Houve corrupção dentro do governo Alckmin. Pelo menos 973 casos garanto que teve, porque foram os que eu analisei. Agora, se o governador estava envolvido ou não, por enquanto não posso dizer. Por isso estou pedindo uma CPI.

CM - O governador Lembo, em suas últimas declarações, responsabilizou a burguesia paulista, dizendo que ela tem uma parcela de culpa pela recente crise na segurança. O que o senhor acha disso?

CC - Algumas pessoas vêem o governo como uma coisa apartada da sua realidade pessoal. Só que, no caso da criminalidade, ela afeta todos, aqueles que estão colaborando com o governo, e os demais que não estão colaborando. Não se trata de cobrar mais impostos. Todas as classes sociais, inclusive as mais abastadas, devem colaborar um pouco mais com o governo. Por exemplo, se envolvendo no terceiro setor. Não há mais dinheiro público. O terceiro setor é a solução. É aí onde entram as pessoas que o governador chamou de "elite branca". Que a pessoa da classe A dê uma parte do seu tempo durante a semana colaborando com uma entidade assistencial, seja o Rotary Club, associação de moradores, clube de senhoras...

CM - E o que falta para a elite entrar em novos projetos políticos?

CC - Talvez faltasse um governador com o peso que esse cargo tem, com coragem de falar, até pra tomar porrada. O governador Lembo tomou porrada de algumas pessoas que não entenderam, e de outras que não deram o braço a torcer. Para elas, desde que estejam freqüentando o restaurante Massimo, comendo do bom e do melhor, carro blindado, o resto do mundo que se dane.

CM - O senhor acha que o governador Lembo vai contar com solidariedade do PSDB, daqui em diante, para colocar em prática os seus projetos?

CC - Sim. Sem o PFL, o PSDB não teria ganhado nenhuma eleição nos últimos dez anos, e não vai ganhar as próximas. Sem o PFL de vice do Alckmin ou do Serra, nenhum dos dois ganha. O Alckmin menos ainda, porque não está decolando nas pesquisas. Estaremos com ele para ganhar ou perder. Acho mais provável perder. Vamos afundar junto com Alckmin. Agora, alguns tucanos, que já não ajudavam antes, deram mais uma demonstração da prepotência nos últimos episódios. Estão indo para Nova York discutir problemas do Brasil. Curioso, né? Esse é o PSDB.

Do blog antigo



Ex-ministro da Saúde envolve Serra com "sanguessugas"

Terra - Eleições 2006

Quinta, 27 de julho de 2006, 11h52

Saraiva Felipe envolve Serra em "sanguessugas"

O ex-ministro da Saúde e deputado federal Saraiva Felipe (PMDB-MG), notificado para prestar esclarecimentos à CPI das Sanguessugas sobre desvios de recursos na compra de ambulâncias, cobrou ontem que as investigações se estendam também a outro ex-titulares da pasta, como José Serra, candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, Barjas Negri, sucessor de Serra, e Humberto Costa, que assumiu durante o governo Lula e agora é candidato ao governo de Pernambuco pelo PT. Em entrevista ao jornal Estado de Minas, Saraiva Felipe lembrou que o esquema de compra superfaturada de ambulância foi descoberto em 2001, mas ele só foi informado em janeiro de 2006, quando teria pedido agilidade nas investigações.

O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), também já pediu que as investigações da CPI das Sanguessugas abranjam a gestão Serra, alegando que o esquema teria iniciado no governo de Fernando Henrique Cardoso. O candidato tucano afirma que não dará munição para o "esquema do PT de ficar rebatendo acusações" e que sua vida pública é conhecida, podendo ser investigada. "Não vou comentar e amplificar a estratégia do PT. Estamos aí para ganhar eleições", afirmou.

Saraiva Felipe está entre os mais de 30 parlamentares notificados para explicar envolvimento na esquema corrupto. Seu nome consta no depoimento de Maria da Penha Lino, ex-funcionária do Ministério que ajudou na liberação de emendas para compra irregular de ambulâncias. Segundo o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), que integra a CPI, o ex-ministro Felipe é citado também no depoimento de Luiz Antônio Trevisan Vedoin, dono da Planam, empresa que vendia ambulâncias para municípios, e apontado como um dos mentores do golpe ao Orçamento da União. Vedoin incriminou mais de uma centena de parlamentares.


Para ver a matéria, clique aqui ou copie o link e cole em seu browser.

http://noticias.terra.com.br/eleicoes2006/interna/0,,OI1081240-EI6651 , 00.html

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Notinha de hoje (21/10/06)

Já era sabido há muito! Mas agora não há mais como negar. Ou será que alguém vai duvidar da palavra do Vedoin? E é do Vedoin pai, que não é nenhuma criança.

Deu no blog do Josias


Patriarca dos Vedoin confirma ter subornado Abel

"O empresário Darci José Vedoin, 60, confirmou ontem à Justiça Federal em Cuiabá que a máfia dos sanguessugas subornou Abel Pereira, amigo do ex-ministro da Saúde no governo FHC e atual prefeito de Piracicaba (SP), Barjas Negri (PSDB).


Foi a primeira vez que Darci foi ouvido pela Justiça sobre a acusação contra Abel. Até então, as acusações partiam de Luiz Antônio Vedoin, 31, chefe da máfia dos sanguessugas e filho de Darci.


Luiz Antônio dizia que seu pai acertara o negócio com Abel, empresário de Piracicaba. Ontem, Darci confirmou essa versão ao juiz Jeferson Schneider, da 2ª Vara Federal. Na próxima segunda-feira, Abel deporá na PF no inquérito que apura o envolvimento dele com a máfia dos sanguessugas.


Luiz Antônio entregou à Justiça, no dia 14 de setembro, comprovantes de depósitos e cópia de nove cheques, totalizando cerca de R$ 600 mil. Segundo o empresário, os valores correspondiam a propina paga a Abel. Luiz Antônio disse que Abel conseguiu a liberação de R$ 3 milhões a R$ 3,5 milhões no Ministério da Saúde, no fim de 2002, devido à sua ligação com Barjas".

Escrito por Josias de Souza às 03h10