Sai do escritório um pouco, fui cortar o cabelo e aparar a barba. Tive uma grata surpresa ao ser recebido no salão, pelo dono e seus funcionários, com brincadeiras sobre a vitória de Lula no segundo turno. Disseram que eu só voltei lá depois da certeza de que iríamos ganhar. Insinuaram uma disputa para ver quem me atenderia e acabei sentando na cadeira do dono mesmo. Vários outros clientes entraram na brincadeira, dizendo que já haviam começado as mordomias.
Tão logo sentei, o cabeleireiro começou a falar do debate de hoje e vaticinou: "- Hoje é o fim do Geraldo.". Estranhei, pois sempre soube que ele e sua família eram eleitores do próprio, mas logo tudo ficou esclarecido: mudaram os votos, por causa dos debates, principalmente por uma coisa que ouviram. Disseram ter ouvido Geraldo dizer, e eu confesso que não ouvi isso, que os agricultores teriam que plantar mais para que os grãos ficassem mais baratos para o povo comer.
Eles são agricultores também, têm um sítio em Arealva, a ficaram possessos com Geraldinho. Passaram a dizer que, para eles, Geraldo acabou, que não sabe nem respeitar o presidente, que é mal educado, nervoso. Enquanto cortava meu cabelo, o dono do salão perguntou: "-Já pensou como seria, se ele chegasse lá?".
A mulher dele aproveitou para provocá-lo e disse que antes ela era até proibida de dizer que pensava em votar no Lula e que agora a coisa inverteu, o Geraldo virou o demônio. São sete votos na família e uns cinco mais de funcionários deles.
Pensei até que não fossem cobrar o corte, mas, ao contrário, aumentaram os preços, alegando que depois da eleição, se Lula não controlar, vai tudo subir. Se não subir eles voltam para o preço anterior. Terminaram dizendo que a culpa, se tudo subir, é do Geraldinho, pois ele, ao invés de torcer pelo Brasil, ficou rogando praga e pondo medo em todos os eleitores.
Voltei correndo para contar isso.
Bruno
--Tão logo sentei, o cabeleireiro começou a falar do debate de hoje e vaticinou: "- Hoje é o fim do Geraldo.". Estranhei, pois sempre soube que ele e sua família eram eleitores do próprio, mas logo tudo ficou esclarecido: mudaram os votos, por causa dos debates, principalmente por uma coisa que ouviram. Disseram ter ouvido Geraldo dizer, e eu confesso que não ouvi isso, que os agricultores teriam que plantar mais para que os grãos ficassem mais baratos para o povo comer.
Eles são agricultores também, têm um sítio em Arealva, a ficaram possessos com Geraldinho. Passaram a dizer que, para eles, Geraldo acabou, que não sabe nem respeitar o presidente, que é mal educado, nervoso. Enquanto cortava meu cabelo, o dono do salão perguntou: "-Já pensou como seria, se ele chegasse lá?".
A mulher dele aproveitou para provocá-lo e disse que antes ela era até proibida de dizer que pensava em votar no Lula e que agora a coisa inverteu, o Geraldo virou o demônio. São sete votos na família e uns cinco mais de funcionários deles.
Pensei até que não fossem cobrar o corte, mas, ao contrário, aumentaram os preços, alegando que depois da eleição, se Lula não controlar, vai tudo subir. Se não subir eles voltam para o preço anterior. Terminaram dizendo que a culpa, se tudo subir, é do Geraldinho, pois ele, ao invés de torcer pelo Brasil, ficou rogando praga e pondo medo em todos os eleitores.
Voltei correndo para contar isso.
Bruno
BRU no Bauru (Essa marca tem credibilidade!)
http://brunodebauru.blogspot.com/
