sexta-feira, outubro 20, 2006

O depoimento do Vedoin


Deu no site do Boca Roxa (Cláudio Humberto) (link)

20/10/2006 | 19:17

Vedoin confirma propina a Abel Pereira

O chefão da máfia dos sanguessugas e dono da Planam, Darci Vedoin, confirmou hoje em depoimento à Justiça Federal , em Cuiabá (MT), que pagou propinas ao empresário Abel Pereira, que é ligado ao ex-ministro da Saúde Barjas Negri, atual prefeito de Piracicaba (SP). Segundo Darci, o dinheiro pago a Pereira decorreu de sua intermediação na liberação de recursos que beneficiavam sua empresa dentro no Ministério da Saúde. O sócio de Veoin, Ronildo Medeiros, revelou à Justiça Federal que o empresário Pereira esteve em Cuiabá nos dias 23 e 24 de agosto para cobrar o pagamento de uma dívida de propina à família Vedoin. O empresário será ouvido segunda-feira, quando terá a chance de apresentar a sua defesa.

http://www.claudiohumberto.com.br/

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Agora não há mais como negar, o Barjas está envolvido até o pescoço!

Vamos relembrar: a Planam (dos Vedoin) vendeu aproximadamente 1000 ambulâncias para prefeituras que receberam dinheiro do Ministério da Saúde, proveniente de emendas parlamentares.

700 dessas 1000 tiveram suas verbas liberadas em 2001 e 2002, justamente quando Barjas "mandava no ministério", como nunca cansou de falar seu irmão Jorge.

Abel Pereira, o "empresário" amigo de Barjas recebia 6,5% do valor de cada emenda liberada.

Barjas era citado em toda parte como homem de confiança de Serra e "operador" deste. Claro que vai tentar inocentar Serra e é até possível que este "não soubesse de nada" mesmo.

Por enquanto só há certeza do envolvimento de Barjas, aliás logo vamos saber que Barjas não era um simples envolvido e sim o protagonista principal da trama, e não só dessa.

Barjas operava também a distribuição de recursos do FNS e da Funasa, que deverão ser investigados também. Além de ter muito contato com laboratórios através do Jorginho, seu irmão.

Serra terá que, rapidamente, renegar a antiga amizade com essa pessoa tão envolvida na Máfia dos Sanguessugas e outras Máfias.

Só para lembrar: Abel Pereira, o "empresário" amigo de Barjas, conseguiu também diversas obras da CDHU, exatamente quando Barjas era Secretário de Habitação e presidente da empresa. Durante o governo de quem? Ganha um chuchu se acertar!

Quando Barjas presidia a CDHU era exatamente a mesma época que Serra reclamava de dívidas de sua campanha de 2002, lembra? Sabe por que parou de reclamar? Aceita uma dica? Abel andou pagando essas dívidas. Com que dinheiro? E quem é que sabe? Do bolso é que não foi!

Ah, claro! Foi do bolso sim, não do dele, mas dos mutuários que suam para pagar as prestações da casa própria...

Um comentário:

Anônimo disse...

Há realmente muitos boatos e mesmo muitas mentiras circulando por aí, por todos os meios de comunicação, principalmente durante o período das campanhas eleitorais. Mas nesse caso não se trata de mentira não! Pode até ser que nunca venha a ser provado, pode ser que ninguém venha a ser punido, mas esse caso é real. Já da época era muito comentado, entre prefeitos e lobistas, que Jorge, o irmão de Barjas, era a "porta de entrada" de dois minstérios, da saúde e da educação. Esse fato era comentado entre tucanos com a maior naturalidade e não faltarão pessoas que terão presenciado negócios entabulados por Jorge e que depois foram confirmados em Brasília por Barjas. Pode ser até que Serra não soubesse, isso é coisa pequena para ele, mas que houve da forma que foi relatada, isso houve.

Em relação à operações na CDHU, empreiteiros e lobistas de diversas regiões do estado poderão ser consultados, estes diziam abertamente que o "pedágio" era para saldar dívidas da campanha do Serra.

Talvez você estranhe por nem imaginar o que ocorre em quase todas as relações de empresários com os órgãos públicos e também entre prefeitos, deputados e os governos do estado e da união. Talvez não saiba que as emendas parlamentares tem exatamente esse papel que agora foi denunciado, e não pela primeira vez, não se lembra dos anões do orçamento?

Só para dar uma idéia, o deputado Jair Bolsonaro disse, e eu assisti pela TV Câmara, ao vivo, quando falava sobre o Mensalão, que, segundo palavras dele, agora (na era Lula) havia mensalão e os deputados que não aderiam ao governo não teriam dinheiro para fazer suas campanhas e que na época do Fernando Henrique, o deputado fazia a emenda, acertava com o governo, que liberava o recurso, com o prefeito e com a empreiteira, e fazia a obra e ainda vinha dinheiro para a campanha.
Não estou mentido, ele disse exatamente isso no microfone da Câmara. Ninguém fez apartem ninguém contraditou, somente ficou um silêncio total enquanto o imbecil não entendia o que estava dizendo!