domingo, outubro 29, 2006
sexta-feira, outubro 27, 2006
É só alegria!
Tão logo sentei, o cabeleireiro começou a falar do debate de hoje e vaticinou: "- Hoje é o fim do Geraldo.". Estranhei, pois sempre soube que ele e sua família eram eleitores do próprio, mas logo tudo ficou esclarecido: mudaram os votos, por causa dos debates, principalmente por uma coisa que ouviram. Disseram ter ouvido Geraldo dizer, e eu confesso que não ouvi isso, que os agricultores teriam que plantar mais para que os grãos ficassem mais baratos para o povo comer.
Eles são agricultores também, têm um sítio em Arealva, a ficaram possessos com Geraldinho. Passaram a dizer que, para eles, Geraldo acabou, que não sabe nem respeitar o presidente, que é mal educado, nervoso. Enquanto cortava meu cabelo, o dono do salão perguntou: "-Já pensou como seria, se ele chegasse lá?".
A mulher dele aproveitou para provocá-lo e disse que antes ela era até proibida de dizer que pensava em votar no Lula e que agora a coisa inverteu, o Geraldo virou o demônio. São sete votos na família e uns cinco mais de funcionários deles.
Pensei até que não fossem cobrar o corte, mas, ao contrário, aumentaram os preços, alegando que depois da eleição, se Lula não controlar, vai tudo subir. Se não subir eles voltam para o preço anterior. Terminaram dizendo que a culpa, se tudo subir, é do Geraldinho, pois ele, ao invés de torcer pelo Brasil, ficou rogando praga e pondo medo em todos os eleitores.
Voltei correndo para contar isso.
Bruno
BRU no Bauru (Essa marca tem credibilidade!)
http://brunodebauru.blogspot.com/
Deu no blog do Fernando Rodrigues
Eleição – reta final. Falta pouquíssimo. Lula na frente, disparado. Nos Estados, muito mais governadores lulistas do que em 2002. Hoje, sexta-feira, mais notícias sobre o dossiegate, mas o tempo parece ser curto demais para que algum efeito mais relevante que possa mudar o cenário.
Presidenciáveis na Globo – Lula e Alckmin se encontram no “ringue” da rede Globo. O último debate antes da eleição começa às 22h. Os candidatos passam o dia se preparando. Lula tem apenas um evento à 8h no Palácio da Alvorada, em comemoração ao seu aniversário. O "parabéns ao presidente", que completa 61 anos, será aberto ao público.
Propaganda – os candidatos que disputam o 2º turno poderão manter suas páginas de propaganda eleitoral na internet até a meia-noite de hoje. Também é o último dia da propaganda no rádio e na TV.
Ibope: empate técnico
Ibope: empate técnico entre os mais escolarizados
Ibope do Jornal Nacional de hoje: Lula 58% (+1), Alckmin 35% (-1). Votos válidos continuam como na pesquisa anterior: Lula 62%, Alckmin 38%. O detalhe interessante é que Lula chegou a um empate técnico, no limite da margem de erro, entre os que têm curso superior (Alckmin 47%, Lula 43%). A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais. Mais um elemento novo nos necessários debates pós-eleitorais sobre a validade ou não da teoria da pedra no lago.
http://blogdoalon.blogspot.com/
quinta-feira, outubro 26, 2006
Deu no G1
IBOPE: LULA MANTÉM VANTAGEM EM DISPUTA ESTÁVEL
Pesquisa mostrou o petista com 58% das intenções de voto, um ponto mais que na última pesquisa; Alckmin perdeu um ponto e foi a 35%
A três dias do segundo turno, pesquisa do Ibope divulgada nesta quinta-feira (26) mostra que a disputa presidencial está estável.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilou um ponto para cima em relação ao levantamento de 20 de outubro e atingiu 58% das intenções de voto.
Geraldo Alckmin (PSDB) perdeu um ponto e registrou 35%. Nos votos totais, a vantagem de Lula passou de 21 pontos para 23 pontos.
Votos brancos e nulos somam 3% e o índice de eleitores indecisos é 4%.
Considerando apenas os votos válidos (sem brancos, nulos e indecisos), o petista tem 62% contra 38% do tucano. Tanto a oscilação positiva de Lula, quando a negativa de Alckmin não alteraram o percentual de votos válidos em relação ao levantamento anterior.
Realizada entre os dias 24 e 25 de outubro, a pesquisa ouviu 3010 leitores em 202 municípios brasileiros. Com margem de erro de dois pontos percentuais, o levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 23351/06.
Avaliação
A avaliação do presidente Lula também se manteve estável em relação ao último levantamento: 63% aprovam a gestão do petista contra 31% que desaprovam.
Demais institutos
Outras duas pesquisas divulgadas nesta quinta-feira (26) confirmaram a vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, sobre o adversário Geraldo Alckmin (PSDB).
Levantamento CNT-Sensus mostra a maior diferença entre os candidatos já registrada em pesquisas do segundo turno: 24 pontos. De acordo com a pesquisa, Lula tem 57,5% das intenções de voto e Alckmin, 33,5%. Votos brancos ou nulos somam 3,3%, e 5,9% afirmaram que estão indecisos. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Na pesquisa Vox Populi, divulgada na revista "Carta Capital" desta quinta-feira (26), Lula manteve diferença de 20 pontos nos votos totais e 22 nos votos válidos. O petista registrou 57% das intenções de voto contra 37% do tucano, mesmos percentuais obtidos em 19 de outubro. Votos brancos e nulos somaram 3% e indecisos totalizaram 3%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Levantamento do instituto Datafolha, divulgado na terça-feira (24), havia mostrado o petista com 58% das intenções de voto - 21 pontos da mais do que o tucano, que registrou 37%. Considerando apenas os votos válidos, Lula apareceu com 61% e Alckmin, 39%, uma diferença de 22 pontos. Até então, o Dataholha havia registrado a maior distância entre os candidatos.
http://g1.globo.com
Deu na Folha
JANIO DE FREITAS
Muito além
Na mesma linha, a acusação do programa de Alckmin ao chefe-de-gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, dado como chefe da operação do dossiê, é mais do que irresponsável. É falsidade intencional. Tão ou mais grave do que o uso de um dossiê para atacar adversários.
O complicado
Deu no blog do Noblat
Lula e Alckmin fizeram ontem em São Paulo os comícios de encerramento de suas respectivas campanhas. A propaganda eleitoral no rádio e na televisão irá até amanhã. No sábado, se quiserem, os dois candidatos ainda poderão sair por aí à caça de votos. O Tribunal Superior Eleitoral espera concluir a apuração dos votos antes das 23 horas do domingo.
É possível que elas ainda apontem algum tipo de crescimento de Lula com a ampliação de sua vantagem em relação a Alckmin. A curva de intenção de voto de um candidato do governo ou apoiado por ele costuma acompanhar a curva de aprovação desse mesmo governo. No primeiro turno, o governo era aprovado, em média, por 43% dos brasileiros. Lula teve 44% do eleitorado total.
No momento, o índice de aprovação do governo anda por volta de 58%. E do total de votos incluindo os brancos, nulos e indecisos, Lula atrai algo como 52%. Tem espaço, pois, para continuar subindo. Alckmin arrisca-se a ter menos votos do que no primeiro turno. Ele tomou de Lula até agora 4% dos seus eleitores, segundo o Datafolha. Em compensação, Lula tomou dele 12%.
Dos pouco mais de seis milhões de votos amealhados por Heloísa Helena (PSOL) no primeiro turno, metade foi para Lula e metade para Alckmin. Quase 70% dos eleitores de Cristovam Buarque (PDT) migraram para Lula. Se o quadro atual de intenção de votos se mantivesse, Lula venceria a eleição com mais de 20 milhões de votos sobre Alckmin.
A levar-se em conta unicamente as pesquisas do Datafolha no segundo turno, Lula cresceu nove pontos percentuais no Sudeste, 11 pontos no Sul, sete no Nordeste e seis no Norte-Centro-Oeste. Para vencer apertado, bastava que ele repetisse a votação do primeiro turno e a engordasse com mais oito pontos percentuais coletados no Nordeste.
Alckmin ainda está na frente de Lula entre os eleitores da região Sul (50%, a 44%), entre os que ganham mais de 10 salários mínimos (57% a 38%) e entre os mais escolarizados (54% a 40%). Nas últimas semanas, a campanha de Lula usou contra Alckmin duas poderosas armas: a de identificá-lo com Fernando Henrique Cardoso e a de acusá-lo de querer privatizar tudo que possa. Foi mortal para Alckmin.
Os eleitores guardam uma péssima memória do segundo governo de Fernando Henrique devido à alta taxa de desempregados que ele deixou. E são contra a privatização de empresas estatais – de qualquer uma delas. Alckmin foi obrigado a passar o segundo turno jurando por todos os santos que não privatizaria a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica caso se elegesse.
Não será eleito - como, de resto, em momento algum teve de fato condições de ser eleito desde que assumiu a candidatura a presidente em março último. Alckmin tinha um plano para derrotar dentro do PSDB a candidatura do então prefeito de São Paulo José Serra - e o plano deu certo. Jamais teve um plano para derrotar Lula. Fez uma campanha medíocre. E acabou abandonado pelos aliados.
A 72 horas do seu desfecho, a eleição presidencial que dará a Lula seu segundo mandato não deixará um pingo de saudade. Seus principais protagonistas foram incapazes de produzir uma única idéia original para fazer face aos principais problemas do país. Os debates entre Lula e Alckmin serviram apenas para a troca de acusações e a repetição de frases feitas.
Há quatro anos, Lula disputou a eleição na condição de candidato favorito - mas em duas ocasiões sentiu-se ameaçado. A primeira quando o PFL investiu na candidatura de Roseana Sarney, abatida depois quando se descobriu seu caixa dois de campanha. A segunda quando Ciro Gomes do PPS começou a crescer. O próprio Ciro deu um jeito de errar e de morrer antes de chegar à praia.
Dessa vez, ninguém ameaçou o favoritismo de Lula. Ou melhor: o PT ameaçou, sim, quando tentou comprar à Máfia dos Sanguessugas um dossiê contra candidatos do PSDB. Lula agiu rápido e se demarcou do episódio. Animado por uma votação acima da estimada pelas pesquisas, Alckmin entrou no segundo turno de braços dados com Garotinho. Foi seu mais desastrado ato. Perdeu uma montanha de votos no Rio.
Alckmin foi o adversário que Lula encomendou a Deus.
Três pesquisas
Considerando tanto votos totais quando votos válidos, trata-se da maior diferença já verificada em pesquisas do segundo turno Veja
VOX POPULI: LULA MANTÉM 61% DOS VOTOS VÁLIDOS Veja
DATAFOLHA: COM APROVAÇÃO RECORDE, LULA MANTÉM VANTAGEM
Petista oscilou um ponto para cima e tucano Geraldo Alckmin, um ponto para baixo; para 53%, governo é ótimo ou bom Veja
http://g1.globo.com
Deu no blog do Reinaldo Azevedo
Quinta-feira, Outubro 26, 2006
No CNT-Sensus, diferença pró-Lula vos válidos passa de 26 pontos
Relançamento

O Bom Menino
Carequinha
O bom menino não faz xixi na cama
O bom menino não faz malcriação
O bom menino vai sempre à escola
E na escola aprende sempre a lição
O bom menino respeita os mais velhos
O bom menino não bate na irmãzinha
Papai do céu protege o bom menino
Que obedece sempre, sempre a mamãezinha
Por isso eu peço a todas as crianças
Preste atenção para o conselho que eu vou dar
(falado)
Olha aqui.
Carequinha não é amigo de criança que passa de noite da sua cama pra cama da mamãe
E também não é amigo de criança que rói unha, e chupa chupeta.
Tá certo ou não tá?
Táaaaaaa
Eu obedeço sempre a mamãezinha
Então aceite os parabéns do carequinha.
O bom menino...
(falado)
Olha aqui.
Carequinha só gosta de criança que respeita mamãe, papai, titia e vovó
E seja amigo dos seus amiguinhos
E também que coma na hora certa, e durma na hora que a mamãe mandar.
Tá certo ou não tá?
Táaaaaaa
Eu obedeço sempre a mamãezinha
Então aceite os parabéns do carequinha.
Deu no site do Cláudio Humberto
CNT/Sensus: Lula abre vantagem de 24 pontos
Nova rodada de pesquisa da CNT/Sensus dá vantagem de 24 pontos percentuais ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva. Na pesquisa estimulada, realizada entre os dias 23 e 25 de outubro, com dois mil entrevistados, em 24 estados, Lula aparece com 57,5% das intenções de votos, contra 33,5% do tucano Geraldo Alckmin. A soma dos votos brancos e nulos é de 3,3%. Eleitores indecisos chegam a 5,9%. Na pesquisa espontânea, Lula alcança 53,9%, e Alckmin 31,4% dos votos. Brancos e nulos somam 3,5%, e indecisos 11,3%. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Seis lições

Deu no blog do Estadão
por Paulo Moreira Leite, Seção: brasil às 07:31:56.
Mas o fato é que os próprios tucanos já discutem o pleito no passado. Entre mortos e feridos, salvou-se o candidato. Há um consenso de que Alckmin até que foi longe, diante de circunstâncias claramente desfavoráveis desde o início. O simples fato de ter conseguido chegar ao segundo turno -- com auxílio indispensável da equipe tabajara do PT, é claro -- já é apontado como prova de que teve um bom desempenho.
Mas Alckmin não conseguiu mostrar perfil de um político de estatura nacional, o que pode limitar seus projetos de vôo no futuro. Fez uma campanha de governador e não apresentou uma visão de país. Manteve distância da herança tucana -- nem chegou a defender as privatizações com a ênfase esperada -- mas não construiu uma idéia alternativa. Uma aposta para breve? Conforme me disse um tucano de altíssima plumagem: se as pesquisas forem confirmadas Alckmin sái da campanha como o melhor nome tucano para disputar a prefeitura de São Paulo em 2008 -- se quiser. "Pode parecer pouco agora, mas será a grande eleição daqui a dois anos," explica.
Há dois outros temas para o balanço. Um deles promete não levar a lugar nenhum: trata-se do desempenho de Luiz Gonzalez, que, como está escrito no contrato de trabalho de todo marqueteiro, de qualquer partido, em caso de derrota sempre lhe cabe parte da culpa. Outro tema é relevante e pode conduzir a 2010. Ouvi críticas ao excesso de "paulistização" da campanha de Alckmin, que não teria dado espaço para conselheiros de outros pontos do país e por isso não foi capaz de diminuir a vantagem absurda que as pesquisas davam a Lula no Nordeste. É uma crítica que engrossa o coro anti-São Paulo, um dos combusíveis da caravana do mineiro Aécio Neves contra José Serra -- a verdadeira agenda do PSDB depois de domingo.
Deu no blog do Noblat
26/10/2006 ¦ 11:40
Sensus dá 26 pontos de vantagem a Lula
Da 87ª Pesquisa CNT/Sensus que ouviu 2 mil pessoas em 195 municípios no período de 23 a 25 de outubro de 2006 e que acaba de ser divulgada em Brasília:
Lula - 63,2% (do total de votos válidos)
Alckmin - 36,8%
Vantagem de Lula: 26,4%
Sobre o total de votos (incluindo brancos, nulos e indecisos):
Lula - 57,5%
Alckmin - 33,5%
Brancos e nulos - 3,3%
Indecisos - 5,9%
Por regiões (sobre o total de votos)
Nordeste - Lula, 74,% a 18,6%
Sudeste - Lula, 50,9% a 36,7%
Norte/Centro-Oeste - Lula, 58,3% a 38,4%
Sul - Lula, 45,5% a 45,2%
Índice de rejeição
Lula - 33,6%
Alckmin - 45,0%
Margem de erro da pesquisa: 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
Não desiste nunca!
Já começou a briga!
Deu na Folha OnLine (link)
26/10/2006 - 09h46
PSDB se divide sobre negociação com Lula
JOSÉ ALBERTO BOMBIGda Folha de S.Paulo
FHC é hoje o principal entrave para a tentativa de aproximação do PT com os tucanos, como pretendem os petistas, o que interessaria a Aécio, reeleito em Minas Gerais e, em parte, a Serra, eleito em São Paulo.
Alckmin, que ainda luta por uma virada na eleição, poderá ser o "fiel da balança", mas, para apoiar um lado ou outro, exigirá comandar o partido e manter-se como alternativa eleitoral para as disputas futuras.
Em reunião recente com seu grupo político, FHC reclamou de ter sido o principal alvo da campanha de Lula até agora. Segundo ele, os tucanos são pouco enfáticos na defesa de seu legado na Presidência, o que teria sido um grande erro do partido, já que, na visão do ex-presidente, sua gestão na Planalto (1995-2002) ainda é o principal patrimônio do PSDB.
Por conta de diferenças que ele considera "inconciliáveis", FHC estaria disposto a jogar o partido na oposição frontal a Lula como a única forma de melhorar a imagem de seu governo e ressaltar historicamente suas diferenças para Lula.
Disputa interna
Se perder a eleição domingo, Alckmin deverá repetir a estratégia usada por José Serra após a derrota em 2002 para Lula. Alckmin tem sido aconselhado por seu grupo a pleitear a presidência do PSDB e a manter seu nome como postulante à Prefeitura de São Paulo em 2008.
Nesse cenário, caso seja aclamado pelo partido, Alckmin aceitaria concorrer à prefeitura, desde que tenha o apoio de Serra. Com isso, o presidenciável continuaria como um nome forte para o governo do Estado em 2010 ou até mesmo para a disputa pelo Planalto.
Reservadamente, o grupo de Alckmin aguarda a votação do presidenciável neste segundo turno em Minas para voltar a negociar com Aécio, que aposta no apoio do paulista para comandar a bancada tucana na Câmara a partir de fevereiro.
Se Alckmin novamente perder por uma ampla diferença para Lula, a tendência do grupo será apoiar um nome de Serra ou lançar candidato próprio à liderança. Nesse cenário, a tese da "concertação", da qual o mineiro seria um dos entusiastas perde força, o que fortaleceria Serra e Fernando Henrique.
Serra, de sua parte, tem conversado com os petistas, mas, reservadamente, tem afirmado que não haverá "trégua", apenas "entendimento" sobre questões que interessam a São Paulo e ao governo federal. A estratégia do tucano é manter o principal Estado da União como "contraponto" ao PT.
Fatores externos
Pelo menos dois cenários devem influenciar na maneira como irá se comportar o partido daqui pra frente. Para o PFL, aliado preferencial dos tucanos, a reeleição do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que assumiu o cargo após a renúncia de Serra, passou a ser principal chance de sobrevivência do partido como uma legenda forte (nestas eleições, o partido só conseguiu fazer um governador), o que atrapalharia, por exemplo, uma aliança com os tucanos caso Alckmin seja o candidato do PSDB em 2008.
O outro fator é o desfecho da investigação conduzida pela PF no caso do dossiê contra políticos tucanos. Se for comprovado o envolvimento de petistas, dificilmente o partido poderá dialogar com o Planalto.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u85823.shtml
A noite das viradas
25 de outubro, talvez um dia vire até feriado, vou desde já marcar em minha agenda Tilibra do ano que vem!
Não sou corinthiano mas sou obrigado a concordar que a partir da vitória de ontem o Timão passa a ser um sério concorrente ao título. Podemos dizer que praticamente está com a mão na taça.
Também não sou alckmista, mas sou obrigado a reconhecer a partir de ontem à noite, do "Comício da Vitória", Geraldo consolidou sua virada no segundo turno da eleição presidencial. O cerimonial já pode vir tirar as medidas dele para mandar confeccionar a faixa. Pode também mandar passar limpa pedras na rampa, pois o Geraldinho gosta de tudo bem limpinho.
Confirmado!
Agora vai!

Deu no Estadão
Abel agilizou verbas para 50 cidades, diz Vedoin
Ação do empresário teria provocado um rombo de R$ 4 milhões no Tesouro em 2002
Fausto Macedo, Sônia Filgueiras
Abel Pereira, o suposto elo do PSDB com a máfia dos sanguessugas, agilizou a liberação de verbas do Ministério da Saúde para cerca de 50 municípios que compraram ambulâncias superfaturadas. A ação de Abel teria provocado rombo de R$ 4 milhões no Tesouro em 2002, último ano do governo Fernando Henrique. O ministro da Saúde, na ocasião, era Barjas Negri, amigo de Abel.
A denúncia foi feita à Justiça por Luiz Antônio Vedoin e seu pai, Darci, donos do Grupo Planam e apontados pela Polícia Federal como criadores do esquema de emendas forjadas.
Empreiteiro de obras públicas em Piracicaba (SP) e fazendeiro em Jaciara (MT), Abel depôs à PF segunda-feira e negou ter atuado como lobista dos sanguessugas. Mas ele caiu em contradições. Uma delas: disse que não era amigo de Barjas.
Os depoimentos dos Vedoin apontam em outra direção. Mostram que Abel tinha livre trânsito no gabinete do ministro. Um exemplo é o caso do ex-prefeito de Jaciara Valdizete Martins Nogueira. Em 2002, Valdizete pediu ajuda a Abel para audiência com Barjas. Em duas semanas, o ministério liberou um dinheiro que estava parado havia 1 ano e 3 meses.
A PF decidiu interrogar os Vedoin porque avalia como 'muito graves' as denúncias que eles relataram à Justiça Federal, semana passada.
Darci Vedoin contou ao juiz Jeferson Schneider, da 2ª Vara Federal, que 'cerca de 50 municípios foram beneficiados com recursos de emendas liberadas por influência de Abel no Ministério da Saúde'. 'O contato de Abel no ministério era o próprio ministro, Barjas Negri', declarou Luiz Vedoin. 'Abel possuía um bom acesso junto ao ministro.'
Segundo os Vedoin, a relação de municípios que Abel apresentou foi preparada 'em acordo' com os parlamentares que fizeram as emendas. Ele disse que Abel exigia entre 3% e 6,5% de comissão por negócio realizado. Abel também cobraria 10% sobre novos empenhos que o ministério programava.
A PF rastreia depósitos em contas das quais o empreiteiro seria beneficiário. Os repasses foram efetuados pela Klass Comércio e Representações, do Grupo Planam. Luiz Vedoin afirmou que os cheques eram emitidos 'a título de adiantamento dos empenhos'. Darci disse que se encontrou em 2002 com Abel em um estacionamento da Câmara dos Deputados e ali acertou o valor da propina. Em dezembro de 2002, eles teriam se encontrado três vezes em um hotel em Brasília. Nesses encontros, Abel teria submetido a Vedoin uma planilha com a lista de municípios com os quais o ministério firmara convênios.
'Pedi ao Abel que fizesse levantamento dos municípios de Alagoas e Mato Grosso para começar', contou Darci. 'A comissão foi paga a Abel, em depósitos e cheques.' Segundo Darci, 'os depósitos eram feitos em nome de terceiros por indicação de Abel.' Luiz Vedoin observou que os pagamentos para Abel foram feitos em favor de Canguru F. Sociedade de Fomento, Data Micro Info, I. Representação Turística Ltda. e Mário J. Martignado. Ele não acusou Barjas de participação no esquema.
Eduardo Silveira Mello Rodrigues, que é advogado de Abel, reafirmou que seu cliente 'jamais recebeu qualquer quantia' dos Vedoin.
http://www.estado.com.br/editorias/2006/10/26/pol-1.93.11.20061026.23.1.xml
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Final de feira
Alckmin não joga a toalha, nem reservadamente, revelam interlocutores. À imprensa, insiste que há um "movimento silencioso nas ruas". Para ele, a vantagem de seu adversário não passa de um dígito. (fonte: Uol Eleições)
O evento do século
Os tucanos chamaram o evento de "comício da vitória" e destacaram a participação de populares e políticos, que apoiaram a candidatura do ex-governador de São Paulo.
"Ontem, o Vale Anhangabaú, que recebeu comícios das eleições diretas, mais uma vez foi palco da democracia brasileira. Milhares de brasileiros participaram da manifestação de arrancada rumo à vitória no domingo", afirmou o narrador do PSDB. (fonte: Terra Eleições)
Aécio não pode comparecer ao "Comício da Vitória"
Aécio Neves (PSDB), no entanto, reeleito governador do Estado com mais de 70 por cento dos votos, não prestigiou o colega na celebração final, mesmo sabendo que sua presença ao lado de Alckmin seria importante para demonstrar força eleitoral a menos de cem horas do "dia D". (fonte: Uol Eleições)
Galego dos óio azul será o grande responsável pela vitória
"Pelo amor de Deus, não deixem o Lula ganhar", pedia o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE). (fonte: Uol Eleições)
Futuro Vice Presidente explica o segredo da vitória
"Só faltam 10 milhões de votos", defendeu o senador José Jorge (PFL-PE), candidato a vice-presidente da chapa do tucano. A marca é quase o tamanho do eleitorado de Minas Gerais. (fonte: Uol Eleições)
Vitoriosos e bem educados
O governador eleito José Serra (PSDB), que praticamente não acompanhou o presidenciável durante o segundo turno, teve lugar cativo na lista de discursos, mas preferiu não atacar Lula diretamente. (fonte: Uol Eleições)
A fé removeu as montanhas
“A diferença não é grande, nas nossas avaliações é de um dígito. Temos tudo para transformar nesta reta de chegada”, disse Alckmin. Ele chamou o presidente de “arrogante” por ele dar como certa a vitória no domingo. “Vamos tirar a diferença nos próximos quatro dias”. (fonte: G1.com.br)
Moleza: “Só faltam 25%”
Em seu discurso, o candidato a vice-presidente, José Jorge (PFL), também apostou na virada. “Só faltam 25%”, disse, após afirmar que no primeiro turno sua chapa alcançou 40 milhões de votos e que ele acredita ser necessário alcançar 52 milhões para vencer a eleição. (fonte: G1.com.br)
Vale do Anhangabaú
Novo recorde de público no Vale do Anhangabaú, depois do Comício das Diretas, em abril de 1984, que teve cerca de 1,5 milhão de pessoas, o "Comício da Vitória" foi ligeiramente mais modesto, mesmo assim grandioso, atingindo quase 5 mil pessoas, sem contar as do palanque. (fonte: G1.com.br)
quarta-feira, outubro 25, 2006
Deu no Terra - Eleições 2006
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| Maria Clara Cabral Direto de Brasília | |||
"O programa de Alckmin é claramente inferior ao de Lula", admitiu o senador. Para ele, em um país tão grande como o Brasil e com os novos termos da campanha, sem showmícios, por exemplo, os programas eleitorais fazem toda a diferença. "O programa tem que ser criativo, inovar todos os dias. Mostrar emoção e indignação. Não pode falar de crise lendo um teleprompter", afirmou.
Apesar das críticas, Álvaro Dias admitiu que agora não há mais tempo de fazer alteração que mude a opinião do eleitor. O senador afirmou também que teve diversos encontros com os marqueteiros responsáveis pela camapanha - encabeçada pela empresa GW, de São Paulo - propondo as mudanças. "Mas os marqueteiros se consideram muito acima dos candidatos", criticou.
"Os programas não estavam no nível de Alckmin. Se perdemos a eleição não foi por causa do candidato, pois ele tem todas as qualidades". Um dos exemplos dado pelo senador do que poderia ter sido diferente foi o modo de tratar o caso dossiê. Em sua opinião, o programa não deveria ter usado todos os dias indagações sobre a origem do dinheio que seria usado para comprar o dossiê contra o governador eleito de São Paulo, José Serra, mas sim, fazer afirmações.
"A campanha deles (do governo) não fez perguntas sobre privatizações, eles afirmaram. Nós também tínhamos que ter afirmado que o dinheiro era de responsabilidade de Lula", disse. "Faltou estratégia e comunicação competente", resumiu.
Redação Terra
http://noticias.terra.com.br/eleicoes2006/interna/0,,OI1211666-EI6652,00.html














































