sexta-feira, outubro 20, 2006

Agora até o Estadão divulga:


"Abel solicitou 10% mas ficou com 6,5%", diz documento

por Paulo Moreira Leite, Seção: brasil às 08:20:01.

A repórter Sonia Filgueiras revela hoje em O Estado de S. Paulo que o grande personagem tucano nos documentos sobre a máfia sanguessuga , que inspiraram a "imbecilidade" dos "meninos," na definição generosa do presidente Lula, é o empresário Abel Pereira, principal empreiteiro de Piracicaba e amigo do prefeito do PSDB Barjas Negri , braço direito de José Serra no Ministério da Saúde.

Sonia teve acesso a um documento da máfia sanguessuga, entregue a Polícia Federal. Ali a família Vedoim revela, por escrito , que "Abel solicitou uma comissão de 10% sobre o valor das verbas liberadas (para compra de ambulâncias), porcentual reduzido para 6,5% durante a conversa. "

No documento, o chefe da máfia anexou comprovantes de pagamentos feitos a Abel Pereira na medida em que os recursos para as ambulâncias eram liberados.

O documento da família sanguessuga fala do prefeito e do empresário. Mas não menciona o nome de José Serra uma única vez, diz a reportagem. Os episódios se referem ao segundo semestre de 2002, quando Serra já havia deixado o ministério.
--
Comentário de um leitor:

O que falta investigar sobre Serra

Ainda existem muitas interrogações sobre as compras de ambulâncias superfaturadas durante a gestão de José Serra no Ministério da Saúde. Aqui, algumas:

1- Na gestão de José Serra no Ministério da Saúde, qual foi o preço final de cada ambulância comprada pelo governo por meio da Planam?

2- As gestões de Serra e seu sucessor Barjas Negri liberaram verbas para a compra de 681 ambulâncias entre 2000 e 2002 – 70% do total de 891 comercializadas pela Planam com o Ministério entre 2000 e 2004. Qual foi o critério para liberar essas compras num período tão curto?

3- Quais foram as providências do ministro José Serra para descobrir concorrentes da Planam afim de pressionar para baixo os preços das ambulâncias?

4 O empresário Luiz Antônio Vedoin afirma que o esquema de propinas em torno da comercialização de ambulâncias "era nítido a todos". Por que os ministros Serra e Barjas não acionaram nenhuma vez os mecanismos de fiscalização do Ministério da Saúde para checar o emprego dos recursos públicos?

5 Houve privilégio às emendas orçamentárias de deputados do PSDB no processo de escolha do destino das ambulâncias?

6 Acusado pelos Vedoin de cobrar 6,5% de comissão para facilitar compras de ambulâncias da Planam para o Ministério da Saúde, por que o empresário Abel Pereira não foi chamado a depor no inquérito que apura as ações da máfia das ambulâncias?

7 Por que o empresário Abel Pereira tinha trânsito livre no Ministério da Saúde mesmo sem ser funcionário da pasta?

8 Por que Abel Pereira recebeu 15 cheques da Klass, uma empresa do grupo Planam, durante o processo de entrega de ambulâncias patrocinado na gestão do ministro Barjas Negri?

9 Qual o destino final dos pagamentos de R$ 601 mil feitos pela Planam a empresas e pessoas indicadas por Abel Pereira?

10 Quem são os verdadeiros donos das empresas Kanguru, Império e Datamicro, beneficiadas com cheques do grupo Planam?

Nenhum comentário: